Vanessa Souza Lima Vercosa
Avaliação da intensidade da estimulação elétrica mais eficaz para cicatrização de feridas cutâneas experimentais
Resumo
A pele é o maior órgão do corpo humano e muito suscetível a lesões, logo o reparo da pele requer a sincronização intrincada de vários tipos de células diferentes em etapas sequenciais. Na tentativa de minimizar o tempo de cicatrização tecidual novos recursos vêm sendo utilizados, dentre eles a eletroestimulação de baixa frequência ou também chamada de microcorrente. A sua aplicação é subsensorial, não apresenta efeitos colaterais, é de baixo custo e de fácil aplicação. Trata-se de um estudo experimental para avaliar a intensidade de estimulação elétrica mais eficaz no processo de cicatrização de ferida cutânea experimental em ratos Wistar. Foram utilizados 60 animais divididos em 4 grupos de diferentes intensidades de tratamento (Controle, 30, 50 e 100 µA). O protocolo de tratamento foi de aplicação diária, uma vez ao dia, durante 2 minutos utilizando as intensidades frequência de 0,3 Hz, durante 14 dias. A cada intervalo de tempo estabelecido de acordo com o processo de cicatrização (3,7,14 dias) 5 animais de cada grupo foram submetidos à eutanásia, e coletadas amostras do tecido para análise histomorfométrica. As diferentes intensidades de microcorrente promoveram modulação precoce na fase inflamatória, melhora na neogênese, aumento de fibroplasia e de colagênese. A intensidade de 30µA apresentou melhor resultado aos 7 dias de tratamento com 62% de retração da ferida. A intensidade mais eficaz no processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos Wistar foi a de 30 µA.