Alexandra Rodrigues Bezerra

Defesa

Consumo alimentar, qualidade da dieta e relação com biomarcadores inflamatórios e de estresse oxidativo em gestantes portadoras de pré-eclâmpsia

Resumo

Essa tese foi desenvolvida com o objetivo de investigar a relação entre o consumo alimentar, a qualidade da dieta e sua associação com biomarcadores inflamatórios e de estresse oxidativo em gestantes com pré-eclâmpsia. Para isso, elaborou-se um capítulo de revisão da literatura, com os fundamentos teóricos da temática, e dois artigos originais que compõem o capítulo de resultados. O primeiro artigo, intitulado “Ingestão de micronutrientes antioxidantes e sua associação com biomarcadores de estresse oxidativo em gestantes com pré-eclâmpsia”, teve como objetivo avaliar a ingestão de micronutrientes antioxidantes e sua relação com biomarcadores do sistema antioxidante. Observou-se associação positiva entre ingestão de zinco e atividade da catalase (β = 0,471; IC95%: 0,076–0,867; p = 0,021). Além disso, verificou-se associação inversa entre ingestão de selênio (β = −60,08; IC95%: −95,60 a −24,57; p = 0,001) e manganês (β = −582,74; IC95%: −1048,10 a −117,38; p = 0,02) com a atividade da superóxido dismutase, bem como associação positiva entre ingestão de manganês e níveis de peróxido de hidrogênio (β = 707,02; IC95%: 224,23–1189,81; p = 0,005). Esses achados indicam que a ingestão de micronutrientes antioxidantes pode modular diferentes componentes do sistema antioxidante em gestantes com pré-eclâmpsia. O segundo artigo, intitulado “Qualidade da dieta e sua associação com biomarcadores inflamatórios e de estresse oxidativo em gestantes com pré-eclâmpsia”, investigou a relação entre a qualidade global da dieta, avaliada pelo Índice de Qualidade da Dieta Adaptado para Gestantes, e biomarcadores inflamatórios e de estresse oxidativo em gestantes com pré-eclâmpsia. Observou-se que maiores escores estiveram associados a níveis mais elevados de IL-17 (β = 0,07; IC95%: 0,004–0,13; p = 0,04) e IL-10 (β = 0,15; IC95%: 0,01–0,28; p = 0,03). Entre os componentes do índice, a ingestão de frutas frescas esteve positivamente associada à atividade da catalase (β = 0,29; IC95%: 0,02–0,56; p = 0,04), o consumo de hortaliças esteve associado a maiores níveis de IL-10 (β = 1,50; IC95%: 0,34–2,66; p = 0,01), a ingestão de ferro esteve associada a IL-17 (β = 1,22; IC95%: 0,06–2,40; p = 0,04) e o cálcio apresentou associação positiva com IL-10 (β = 0,80; IC95%: 0,02–1,60; p = 0,04). Esses resultados sugerem que a qualidade global da dieta e componentes específicos do padrão alimentar podem influenciar o perfil inflamatório e antioxidante em gestantes com pré-eclâmpsia. Concluiu-se que tanto a qualidade global da dieta quanto a ingestão de micronutrientes antioxidantes podem desempenhar papel relevante na modulação de biomarcadores inflamatórios e de estresse oxidativo em gestantes com pré-eclâmpsia. Esses achados contribuem para ampliar o entendimento sobre a interação entre alimentação e mecanismos fisiopatológicos da doença e podem subsidiar estratégias nutricionais voltadas ao cuidado pré-natal de gestações de alto risco.

Palavras-chave

Antioxidantes
Consumo alimentar
Gestação
Inflamação
Epidemiologia nutricional.

Membros da Banca

Alane Cabral Menezes de Oliveira (Presidente)
UFAL
Jamylle Nunes de Souza Ferro (Interno(a))
UFAL
Joao Araujo Barros Neto (Interno(a))
UFAL
Fabiana Andrea Moura (Externo(a) ao Programa)
UFAL
Lidia Bezerra Barbosa (Externo(a) ao Programa)
UFAL
Informações da Sessão
Out 22
Data e Hora
Terça-feira, 14:00h
Candidato(a)
Alexandra Rodrigues Bezerra
Local
FACULDADE DE NUTRIÇÃO