Projeto Pedagógico do Curso
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Pós-graduação lato sensu
Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
2025
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Projeto Pedagógico do Curso
Especialização em
Cultura Oceânica
e Sustentabilidade
na Educação Básica
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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SUMÁRIO
1. CARACTERÍSTICAS GERAIS........................................................................................................4
2. INTRODUÇÃO...................................................................................................................................5
3. PRINCÍPIOS FORMATIVOS...........................................................................................................9
4. OBJETIVOS........................................................................................................................................9
5. PARTICIPANTES.............................................................................................................................10
6. CONSIDERAÇÕES GERAIS......................................................................................................... 10
7. ESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR DO CURSO....................................13
8. INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E REGIONALIDADE.................... 37
9. ATIVIDADES COMPLEMENTARES...........................................................................................38
10. TECNOLOGIA EMPREGADA....................................................................................................38
11. INFRAESTRUTURA FÍSICA.......................................................................................................39
12. CRITÉRIO DE SELEÇÃO............................................................................................................39
13. CONTROLE DE FREQUÊNCIA................................................................................................. 39
14. CERTIFICAÇÃO........................................................................................................................... 39
15. INDICADORES DE DESEMPENHO.......................................................................................... 40
16 - METODOLOGIA..........................................................................................................................40
17. CORPO DOCENTE....................................................................................................................... 41
18. COORDENADOR DO CURSO.................................................................................................... 41
19. ORGANIZADORES DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO......................................... 41
20. INTEGRAÇÃO DA REDE............................................................................................................ 42
21. REFERÊNCIAS..............................................................................................................................42
APÊNDICE A........................................................................................................................................46
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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1. CARACTERÍSTICAS GERAIS
Grande área: Educação
Área específica: Formação de Professores e Ciências da Educação
Área detalhada: Formação de Professores da Educação Básica
Área do curso: Ciências Exatas e da Terra
Forma de oferta: Educação à distância
Tipo de proposta: Gratuita
Histórico do Curso na CAPES: Nova Proposta de Curso de Especialização em Rede
Créditos das disciplinas: 24 créditos
Equivalência hora/aula: 15h
Carga horária total do curso: 360 horas
Vagas por seleção: 150 por instituição
Modalidade: Lato sensu
Parceiros: Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica e Programa Escola Azul
(UNESCO, MCTI e UNIFESP), PPGMar/MEC, SECIRM, Fundação Grupo Boticário
Polos UAB
Região
Universidade
Norte
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Polos
UFPA
1.
2.
3.
4.
5.
Ananindeua
Barcarena
Bragança
Breves
Salinópolis
UECE
1.
2.
3.
4.
5.
Acaraú
Beberibe
Camocim
Fortaleza
São Gonçalo do Amarante
UFPE
1.
2.
3.
4.
5.
Caruaru
Fernando de Noronha
Jaboatão dos Guararapes
Recife
Vitória
UFAL
1.
2.
3.
4.
5.
Arapiraca
Coruripe
Maceió
Maragogi
São José da Lage
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Sudeste
UNIFESP
1.
2.
3.
4.
5.
Bertioga
Cubatão
Santos
Peruibe
São Paulo (Interlagos)
UFSC
1.
2.
3.
4.
5.
Araranguá
Itapema
Joinville
Laguna
São José
FURG
1.
2.
3.
4.
5.
6.
São José do Norte
Mostardas
Santa Vitória do Palmar
São Lourenço do Sul
Novo Hamburgo
Rio Grande
Sul
Sul
2. INTRODUÇÃO
A Cultura Oceânica é um movimento global que iniciou nos Estados Unidos nos anos
2000, se expandiu para a Europa e para o resto do mundo em meados de 2010 através da
UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
(COI-UNESCO, 2022). A Cultura Oceânica, que tem como premissa o entendimento da
influência do Oceano em nossa vida e da nossa influência sobre o Oceano, envolvia
inicialmente a inclusão dos conhecimentos sobre o Oceano e da nossa relação com ele nos
currículos escolares (COI-UNESCO, 2022).
Atualmente, o conceito de Cultura Oceânica vem sendo ampliado, ganhando novas
dimensões e direcionamentos, como a conexão humana com o Oceano, seja ela interna
(emoções e valores) ou externa (sociocultural e político-econômica) (Brennan et al., 2019;
McKinley; Burdon, 2020; McRuer et al., 2025). Essa nova abordagem da Cultura Oceânica
resultou na proposta de inclusão de outras dimensões em seu conceito, como conhecimento,
conscientização, atitude, comportamento, ativismo, comunicação, conexões emocionais,
acesso e experiência, capacidade adaptativa, confiança e transparência (Brennan et al., 2019;
McKinley; Burdon, 2020; McKinley; Burdon; Shellock, 2023). A ampliação do conceito de
Cultura Oceânica se conecta não apenas com o ato de educar ou informar o público e partes
interessadas sobre a importância do Oceano, mas considera a sociedade como um todo, a fim
de catalisar ações de proteção e sustentabilidade do Oceano (COI-UNESCO, 2022).
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O termo Cultura Oceânica é utilizado nos países de língua portuguesa para traduzir
Ocean Literacy, conceito oriundo de um movimento internacional acolhido pela Organização
das Nações Unidas, com o objetivo de formar pessoas conscientes, informadas e engajadas na
conservação do Oceano e de seus recursos (Pazzotto et al., 2023). A Cultura Oceânica visa
promover o entendimento, por parte das pessoas e instituições, sobre sua responsabilidade
com a sustentabilidade do Oceano e, consequentemente, da vida no planeta. O processo de
ensino e aprendizagem, tanto nos espaços formais quanto não formais de educação, constitui
um dos pilares para a promoção dos sete princípios e das dimensões associadas a esse tema
(UNESCO, 2019; McRuer et al., 2025).
Nesse contexto, cabe destacar que, em muitos casos, os conceitos de sustentabilidade e
de desenvolvimento sustentável são usados indistintamente, embora existam algumas
diferenciações. A ONU adota a definição de desenvolvimento sustentável (1987) como sendo
“aquele que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das
gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Trata-se de uma definição
vaga, mas que “captou duas questões fundamentais: o problema da degradação ambiental que
comumente acompanha o crescimento econômico e, ainda, a necessidade desse crescimento
para aliviar a pobreza”, de acordo com Adams (2006).
Segundo Boff (2013), esse conceito de desenvolvimento sustentável é válido, mas
limitado por uma visão antropocêntrica, que considera apenas o ser humano, desconsiderando
os outros seres vivos que também dependem da biosfera e da sustentabilidade. Por isso, o
autor propõe uma conceituação mais integradora, que define como sustentabilidade ...
... toda ação destinada a manter as condições energéticas, informacionais,
físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a
comunidade de vida, a sociedade e a vida humana, visando a sua
continuidade e ainda a atender as necessidades da geração presente e das
futuras, de tal forma que os bens e serviços naturais sejam mantidos e
enriquecidos em sua capacidade de regeneração, reprodução e coevolução
(Boff, 2013, p. 107).
O conceito de Costanza et al. (1991), embora mais antigo, é mais amplo, indicando
sustentabilidade como…
... um relacionamento entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas
ecológicos maiores e também dinâmicos, embora de mudança mais lenta, em
que: a) a vida humana pode continuar indefinidamente; b) os indivíduos
podem prosperar; c) as culturas humanas podem desenvolver-se; mas em
que: d) os resultados das atividades humanas obedecem a limites para não
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destruir a diversidade, a complexidade e a função do sistema ecológico de
apoio à vida (Costanza et al., 1991, p. 9).
A sustentabilidade é o caminho que permite à humanidade, como um todo, manter e
ampliar a qualidade de vida por meio da diversidade. Nesse sentido, a métrica relevante da
sustentabilidade deve ser “a produção de bem-estar humano (não necessariamente bens
materiais) por unidade de extração ou imposição à natureza” (Adams, 2006).
O letramento oceânico, tradução direta da Ocean Literacy, envolve não apenas a ação
de ensinar ou aprender a ler e escrever o conhecimento oceânico, seja ele tradicional,
científico ou tecnológico, mas também a compreensão de sua inter-relação com a sociedade
(De Toni et al., 2024). A partir do letramento oceânico e considerando as inter-relações das
práticas sociais para compreender quem somos e para onde vamos, tem-se, em português, a
Cultura Oceânica. Esse termo abarca as diversas visões culturais sobre o Oceano e seu papel
no planeta, reconhecendo atitudes e comportamentos que vão além da aquisição de
conhecimento científico. Enfatiza-se que a mudança comportamental requer certa
compreensão de como o público se conecta com um determinado lugar e com as relações
dominantes estabelecidas (De Toni et al., 2024).
Assim, é importante destacar que a Cultura Oceânica busca promover um
entendimento da relação entre o ser humano e o Oceano, incluindo como o Oceano, as regiões
polares e os biomas terrestres estão conectados, e como estas conexões e a influência da
regulação climática do Oceano impactam a sociedade em aspectos como segurança alimentar,
economia, saúde, entre outros. Portanto, falar em Cultura Oceânica é mais do que falar sobre
o Oceano, é falar sobre o papel central que ele desempenha na dinâmica do planeta e na nossa
sociedade.
A Cultura Oceânica no espaço escolar deve somar as diferentes formas de
conhecimento, valores e costumes que fazem parte do cotidiano da comunidade escolar. A
escola, e seu espaço além dos muros, tem o importante papel de colaborar para que questões
relacionadas ao meio ambiente, à saúde, à economia, ao multiculturalismo, à ciência, à
tecnologia e à cidadania sejam desenvolvidas e abordadas a partir de uma análise transversal e
crítica. Assim, como parte da Educação Ambiental, a Cultura Oceânica é plural e não deve
estar atrelada a uma ou a algumas disciplinas, mas às diferentes formas de conhecimento e
suas expressões linguísticas e artísticas.
Frente à urgente necessidade de promover a Cultura Oceânica na Educação Básica e
de aprimorar continuamente os educadores, com vistas a fortalecer os valores de
responsabilidade social e sustentabilidade, foi elaborada a presente proposta de criação de um
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Curso de Especialização em Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica. A
iniciativa é fruto da colaboração entre renomadas instituições de ensino distribuídas por
quatro regiões brasileiras, a saber: Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade
Estadual do Ceará (UECE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal do Rio Grande (FURG). A
proposta integra o compromisso do Governo Brasileiro no desenvolvimento de um Currículo
Azul nos níveis municipal, estadual e federal, em consonância com uma das metas
estabelecidas pela UNESCO (Brasil…, 2025).
Nesta fase piloto do curso, a meta é formar professores da Educação Básica no campo
da Cultura Oceânica e Sustentabilidade, ampliando o entendimento sobre a importância do
Oceano em nossas vidas e a nossa relação com o Oceano. Para atingir esse fim, os
conhecimentos teóricos e práticos sobre a Cultura Oceânica e Sustentabilidade serão
oferecidos por meio de uma abordagem integrada das temáticas ambientais, sociais,
econômicas e legais, o que possibilitará aos cursistas incorporar esses conteúdos às suas
práticas
pedagógicas,
tanto
em
sala
de
aula
quanto
na comunidade
escolar,
independentemente da região de localização e da proximidade de suas instituições de atuação
docente com o Oceano.
A inclusão da Cultura Oceânica e da Sustentabilidade nos processos educacionais é
uma demanda premente no Brasil e no mundo, impulsionada e fomentada por políticas
internacionais (UNDP, 2023). No contexto nacional, tramita no Senado Federal o Projeto de
lei 5160/2023, que propõe a incorporação da Cultura Oceânica nos currículos dos ensinos
Fundamental e Médio, por meio da alteração da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diante desse cenário, torna-se urgente a
formação de educadores aptos a atuar com essas temáticas, o que reforça a necessidade de
desenvolver novos caminhos formativos para os professores da Educação Básica. A rede
formada pelas instituições proponentes atuará na elaboração de produtos educacionais
alinhados às especificidades de cada região brasileira, incorporando práticas inovadoras de
ensino e o uso de novas tecnologias para enriquecer a prática docente e promover o avanço do
conhecimento.
Vale ressaltar que o Ministério da Educação apoia a oferta de cursos de pós-graduação
lato sensu à distância, desde que ministrados por instituições de ensino devidamente
credenciadas para Educação a Distância, em conformidade com a Resolução CNE/CES Nº 1
de 06 de abril de 2018 (Brasil, 2018).
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3. PRINCÍPIOS FORMATIVOS
O curso lato sensu de Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica tem
como princípios formativos:
Garantia do direito de todos e de cada um de aprender como dimensão
estruturante do direito à educação;
Formação teórica sólida e interdisciplinar que contemple múltiplas dimensões do
fazer educativo escolar em diferentes condições socioeconômicas e ambientais no
Brasil;
Articulação teórica e prática no processo de formação, a partir da reflexão da
realidade escolar;
Valorização da escola como espaço formativo, entendendo-a como uma realidade
em permanente processo de construção, assim como dos profissionais que nela
atuam;
Visão articulada do trabalho na sala de aula com o ambiente escolar, o
funcionamento da escola e a relação desta com um projeto de sociedade nas
diferentes regiões do Brasil;
Promoção dos princípios e conceitos da Cultura Oceânica e da relação do ser
humano com o Oceano, tanto em suas dimensões internas (emoções e valores)
quanto externas (socioculturais, políticas e econômicas).
4. OBJETIVOS
4.1. Geral:
Propiciar a formação de professores da Educação Básica na temática da Cultura
Oceânica e Sustentabilidade, promovendo a construção de conhecimentos teóricos e práticos
que possibilitem a incorporação do tema de forma integrada e transversal nas práticas
educacionais e nas relações humanas.
4.2. Específicos:
a. Promover a sensibilização e a valorização da Cultura Oceânica como instrumento
para a sustentabilidade e o desenvolvimento justo e equitativo;
b. Desenvolver habilidades e competências pedagógicas transformadoras, que
estimulem o pensamento crítico, o protagonismo estudantil e a coprodução de conhecimentos
sobre Cultura Oceânica e Sustentabilidade;
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c. Estimular a interdisciplinaridade e a transversalidade, promovendo a integração de
diferentes áreas do conhecimento no contexto da Cultura Oceânica e Sustentabilidade e sua
aplicação na Educação Básica;
d. Promover a criação de produtos educacionais inovadores, que incorporem a Cultura
Oceânica
e
a
Sustentabilidade
em
práticas
pedagógicas
transformadoras,
para
compartilhamento e livre acesso, ampliando o alcance das boas práticas educacionais; e
e. Fomentar a formação de uma rede de professores engajados na Cultura Oceânica e
Sustentabilidade para uma educação transformadora, promovendo o intercâmbio de
experiências, o compartilhamento de recursos e o trabalho colaborativo entre os participantes
do curso das diferentes regiões brasileiras.
5. PARTICIPANTES
As vagas serão destinadas, preferencialmente, a professores de qualquer área do
conhecimento que estejam em regência na Educação Básica (da Educação Infantil ao Ensino
Médio) no sistema público de ensino, nas diferentes regiões brasileiras.
Para o preenchimento de vagas remanescentes, poderão ser contemplados outros
profissionais, na seguinte ordem de prioridade:
1. Professores da rede pública de qualquer área do conhecimento que estejam em
regência na Educação Básica;
2. Professores da rede pública de qualquer área do conhecimento que não estejam em
regência na Educação Básica;
3. Professores da rede privada de qualquer área do conhecimento que estejam em
regência na Educação Básica; e
4. Licenciados de qualquer área do conhecimento que não estejam atuando na
Educação Básica.
6. CONSIDERAÇÕES GERAIS
A comunidade científica tem apontado fatos e fornecido informações consolidadas
sobre a grave crise econômica, social e ambiental em curso, a qual está diretamente
relacionada às mudanças climáticas globais e à degradação ambiental, especialmente na zona
costeira e marinha (Claudet et al., 2020; IPCC, 2022; Zeppeletto; Raftery; Battisti, 2022). A
superação dessa crise demanda uma ação conjunta e rápida de todos os setores da sociedade
em prol do desenvolvimento sustentável. A Agenda 2030 é um marco para o desenvolvimento
de ações para atingir as metas dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
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(UNDP, 2023). Nesse contexto, a ONU criou a Década da Ciência Oceânica para o
Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecida como Década do Oceano, em
conjunto com a Década da Restauração dos Ecossistemas (2021-2030), que envolve o Brasil e
os entes subnacionais, com o apoio do Programa Ciência do Mar do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação – MCTI1.
A elevação do nível do mar, as ondas de calor, o aumento da temperatura, a
intensidade de secas, inundações, eventos extremos (como ressacas do mar e ciclones
extratropicais) e o avanço da erosão costeira e da poluição marinha (orgânica e por plásticos)
(Halpern et al., 2015; 2019) colocam em risco não somente os ecossistemas costeiros e
marinhos, mas também uma série de atividades sociais e econômicas como a pesca, a
aquicultura, a urbanização, os esportes náuticos e o turismo, afetando o chamado “PIB do
Mar”, que hoje corresponde a 19% do Produto Interno Bruto – PIB brasileiro (Brasil, 2022a).
Importante ressaltar que a região costeira concentra a maior parte da população brasileira
(55% dos brasileiros vivem até 150 km do mar), em face da presença de núcleos urbanos,
turísticos, de desenvolvimento industrial e do processo histórico de colonização (IPEA, 2022;
Brasil, 2022b).
A Década do Oceano visa promover a Agenda 2030 (Schuckmann et al., 2020) a partir
de ações voltadas à zona costeira e à ciência oceânica, que, por se tratar de uma ciência
transformadora, integra os conhecimentos científico, tradicionais e indígenas, favorecendo a
diversidade e a busca de soluções para os problemas atuais (IOC, 2020; IOC, 2021). Nesse
cenário, o conceito de Cultura Oceânica se apresenta como uma via para o desenvolvimento
sustentável (Steel et al., 2005), abordando a relação dos indivíduos e instituições da sociedade
com o Oceano, compreendendo um conceito emergente e interdisciplinar, que se relaciona
com a Educação Ambiental, a Mentalidade Marítima e a Educomunicação.
Pesquisa nacional recente mostrou que 27% dos brasileiros desconhecem de que
forma o Oceano influencia em suas vidas, enquanto 40% desconhecem que são influenciados
por ele (Fundação Grupo Boticário, 2022). De acordo com Ghilardi-Lopes et al. (2023), a
inserção do tema Cultura Oceânica nos currículos escolares pode preparar a próxima geração
de cidadãos, cientistas, gestores, educadores e líderes ao ampliar as oportunidades
educacionais e fortalecer a consciência ambiental.
Para melhorar esse cenário, o Brasil vem promovendo ações de fomento à Cultura
Oceânica, incluindo atividades que envolvem o engajamento de escolas, universidades,
https://ciencianomar.mctic.gov.br/decada-pesquisa-oceanica-brasil/#:~:text=A%20D%C3%A9cada%20do%20o
ceano%20surge,seguran%C3%A7a%20e%20sustentabilidade%20dos%20Oceanos
1
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governos, empresas e a sociedade civil. Destacam-se as atividades desenvolvidas pela Aliança
Brasileira pela Cultura Oceânica em parceria com atores da educação no país, abrangendo
instituições de diferentes segmentos e municípios de Norte a Sul do país. Em diversas
localidades, as Secretarias de Educação já atuam na inserção da Cultura Oceânica nos
currículos escolares, em níveis municipal, estadual e por meio de discussões com o Conselho
Nacional de Educação para sua inclusão na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O
Brasil também lidera a Rede Escola Azul, que promove a inserção transversal do tema
Oceano no currículo escolar, engajando a comunidade escolar em torno da Cultura Oceânica.
Atualmente, esta Rede mobiliza escolas em todo o território nacional e integra outros 59
países participantes, formando a Rede Global de Escolas Azuis.
No âmbito da Rede Escola Azul, o Brasil organiza a Olimpíada do Oceano, lançada
em 2021 com o objetivo de engajar participantes de todas as idades e níveis educacionais no
tema. Na segunda edição, realizada em 2022, a Olimpíada contou com aproximadamente 12
mil inscrições, provenientes das 27 Unidades da Federação, consolidando a liderança
brasileira no movimento global e resultando na transformação do evento em Olimpíada
Internacional do Oceano no ano seguinte. Em 2024, a Olimpíada atingiu um marco
extraordinário, com mais de 65 mil inscritos de todos os estados brasileiros, evidenciando o
potencial impressionante desse movimento no Brasil. Com essa e outras iniciativas em prol do
engajamento na promoção da Cultura Oceânica, o Brasil foi reconhecido pela UNESCO como
o primeiro país a instituir políticas públicas voltadas para a inserção da Cultura Oceânica no
currículo escolar, processo que teve início na cidade de Santos, SP, em 2021, e que, até o
momento, já foi adotado por outros 23 municípios e quatro estados brasileiros2.
Para contribuir com a promoção e difusão da Cultura Oceânica, a UNESCO propôs
aos países membros a meta de iniciar discussões para a inclusão do tema na Base Nacional
Comum Curricular (BNCC) até 2025, o que se alinha ao debate no Brasil, por meio do
PL-5160/2023 e cujo compromisso brasileiro, pioneiro no mundo, foi anunciado pelo
Governo Federal em uma parceria entre o MCTI e MEC em abril de 2025 (Brasil…, 2025).
Para o alcance de tal transformação é fundamental que os professores da Educação Básica
detenham os conhecimentos e estejam preparados para a difusão de uma política pública com
tal abrangência, o que também requer o envolvimento de todos os demais atores que lidam
com a educação no país.
A criação de um programa interdisciplinar, transversal, sistematizado e integrador,
capaz de promover a divulgação da Cultura Oceânica e do conhecimento gerado por
2
https://maredeciencia.eco.br/
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pesquisadores e organizações atuantes no tema, propiciará a conscientização e o engajamento
da sociedade na sustentabilidade do Oceano, sua relação com as regiões polares e com os
biomas brasileiros, abarcando toda a sociedade, independente da distância do mar. Por isso
mesmo, a formação de professores terá impacto direto na Educação Básica e, por
consequência, na formação das novas gerações de cidadãos, que instigados e mobilizados
pelos princípios da Cultura Oceânica por certo atuarão como agentes transformadores na
sociedade reconhecendo a relação entre o tema com a biodiversidade, segurança alimentar,
economia verde e azul, resiliência climática, saúde única e outros temas contemporâneos em
nossa sociedade.
O curso de formação de professores da Educação Básica em Cultura Oceânica e
Sustentabilidade possui potencial de engajamento imediato e amplo impacto social,
consolidando a liderança internacional do Brasil nas ações relacionadas ao tema. Essa
formação permitirá construir conhecimentos e experiências que poderão beneficiar a difusão
de legislações municipais e estaduais relacionadas com a Cultura Oceânica e Sustentabilidade,
sendo essencial para o desenvolvimento da liderança do Brasil a se constituir no primeiro país
no mundo a alcançar formalmente o resultado proposto pela UNESCO, alinhando as ações da
Base Nacional Comum Curricular com as metas do Plano Setorial para os Recursos do Mar –
PSRM (Brasil, 2024).
7. ESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR DO CURSO
7.1. Princípios e pressupostos relativos à formação na Educação Básica
Um curso com as características propostas neste Projeto Pedagógico requer,
necessariamente, uma abordagem interdisciplinar na estruturação e consolidação do
conhecimento produzido. Tal abordagem tem por fundamento a convicção de que a temática
da Cultura Oceânica e da Sustentabilidade necessita de elementos de diversas matérias, entre
as quais as Oceanografias Física, Química, Geológica e Biológica, bem como de conteúdos
provenientes das Humanidades e da Educação, que, em conjunto, possibilitarão a efetiva
compreensão da totalidade dos fenômenos estudados.
Sobre interdisciplinaridade, Leis (2005, p. 3-5) afirma que esta pode ser entendida
como o ponto de cruzamento entre atividades com lógicas diferentes, muito embora sustente
que o importante é entender o fenômeno mais como uma prática em andamento do que como
uma metodologia perfeitamente definida. Rejeita, portanto, em sua concepção epistemológica,
qualquer demanda por uma definição peremptória do conceito de interdisciplinaridade, dado
que certamente partiria de uma das culturas disciplinares existentes.
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O referido autor lembra, ainda, que os antigos pesquisadores não estavam preocupados
em estabelecer separações significativas entre os diversos conhecimentos sobre a realidade,
uma vez que, independentemente da natureza distinta dos objetos do mundo animal e do
mundo social e político, as bases do conhecimento eram as mesmas. Assim, enquanto na
Antiguidade os pesquisadores de diferentes áreas compartilhavam seus conhecimentos, hoje o
que se vê é uma exacerbada especialização, resultando na fragmentação do conhecimento.
Para melhor compreensão sobre o tema faz-se referência a Lenoir e Hasni (2004), que
distinguem três conceitos de interdisciplinaridade, considerados como impulsionadores do
próprio movimento epistêmico que precisa ser considerado na formação integral do cursista, a
saber:
Um primeiro, associado à cultura científica francesa, fixado em dimensões
epistemológicas dos saberes disciplinares e na racionalidade científica, que pode ser
qualificado de lógico racional, centrado na busca de significado (portanto, abstrato).
Um segundo, associado à cultura científica norte-americana, de tipo metodológico,
que remete a uma preocupação marcada pela lógica instrumental, orientada para a
busca da funcionalidade social (portanto, profissionalizante). E um terceiro,
associado a uma cultura científica brasileira emergente, que privilegia as dimensões
humanas e afetivas, expressando uma lógica subjetiva dirigida à procura do próprio
ser (Lenoir; Hasni, 2004, p. 171-178).
Para Leis (2005, p. 8), essas três visões da interdisciplinaridade devem ser
interpretadas como ideais, que a partir de uma perspectiva interdisciplinar se complementam
mais do que se excluem, de forma que, essencialmente, se deve buscar a complementação
entre os diversos conhecimentos disciplinares.
Parece necessário que o primeiro passo para alcançar a inserção da Cultura Oceânica
na formação dos estudantes do Ensino Básico seja a qualificação do corpo docente nesse
campo do conhecimento, para que este possa efetivamente trabalhar de forma interdisciplinar,
transversalizando em suas práticas pedagógicas a dimensão ambiental (ciências naturais) e a
dimensão social (ciências sociais).
Apesar da relevância da costa brasileira e da grande dependência econômica dos
recursos marinhos nessa extensa região, como, por exemplo, para a segurança alimentar de
comunidades tradicionais, a discussão acerca da conservação e do direito das gerações futuras
a um Oceano limpo e sustentável está aquém do que vem ocorrendo em outras partes do
mundo, especialmente naquelas de maior desenvolvimento econômico, onde já existem ações
de difusão estabelecidas para a Cultura Oceânica.
O uso de estratégias específicas como a formação de professores da Educação Básica,
levando em conta as realidades particulares de cada região brasileira, conforme proposto neste
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Projeto Pedagógico, é fundamental para a popularização da Cultura Oceânica e da
Sustentabilidade, reduzindo assimetrias e possibilitando o alcance das metas nacionais
estabelecidas para a educação na Década do Oceano e no Programa Ciência do Mar do MCTI
(Uyarra; Borja, 2016).
A formação de professores em Cultura Oceânica, assim como outras estratégias
relacionadas ao tema, poderá auxiliar na discussão e construção de conhecimentos sobre
mudanças climáticas, segurança alimentar, empreendedorismo e economia azul, conservação
e bioeconomia associada ao Oceano, aos biomas terrestres e polares e igualdade social, pautas
prioritárias para o governo brasileiro, as quais estão alinhadas às demandas globais por
soluções para problemas locais e regionais.
A compreensão do conhecimento científico de forma contextualizada é fundamental
para que a interação do ser humano com a natureza esteja pautada por um conhecimento
validado e que se dê de forma consciente (Chassot, 2018). Neste sentido, a proposta do
presente curso é propiciar a formação de professores, promovendo práticas que facilitem a
sensibilização e a apropriação da Cultura Oceânica, resultando em mudança de
comportamento e na adoção de medidas efetivas em prol da conservação do Oceano.
No tocante às estratégias para a concretização do objetivo do curso, é importante
destacar as conexões a serem estabelecidas entre os conteúdos relacionados, os princípios da
Cultura Oceânica e aqueles contemplados na BNCC, buscando apresentá-los, exemplificá-los,
conectá-los e torná-los significativos aos educandos. Os sete princípios da Cultura Oceânica e
seus conceitos principais são (Barradas et al., 2021):
1. A Terra tem um Oceano global e muito diverso - esse princípio enaltece a
dimensão do Oceano, que ocupa aproximadamente 70% da superfície terrestre e
compreende 97% da água disponível no planeta. Ele esclarece que apesar de
existirem várias bacias oceânicas, o Oceano é um só e está interconectado por um
sistema de circulação que envolve os ventos, as marés, a rotação da Terra e por
diferenças de densidade da água, que formam e movem estas correntes. Outros
conceitos desse princípio versam sobre a existência de um relevo diversificado no
Oceano, com montanhas, planícies, cadeias e fossas, que são modificadas pelo
movimento das placas tectônicas. Também explica que a água do mar possui
propriedades particulares como, o fato de ser salgada, ter ponto de congelamento
inferior ao da água doce e maior densidade. Além disso, é importante destacar que
o Oceano faz parte do ciclo hidrológico, estando ligado a todos os reservatórios de
água do planeta e, portanto, conectando-se com lagos, bacias hidrográficas e
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corpos d'água continentais que desaguam no Oceano trazendo nutrientes, sais,
sedimentos e poluentes. Por fim, o princípio ressalta que, apesar de vasto, o
Oceano é finito e seus recursos são limitados;
2. O Oceano e a vida marinha têm uma forte ação na dinâmica da Terra - este
princípio trata das características de relevo do continente que foram e continuam
sendo moldadas pelo Oceano através da movimentação dele ao longo da história,
pela criação e destruição de mares interiores, mudando a forma da superfície
terrestre. O princípio também destaca que muitas rochas sedimentares e vulcânicas
que hoje estão expostas na terra se formaram no Oceano, e que as rochas silicosas
e carbonatadas são produzidas em sua maioria por organismos marinhos. Também
é enfatizado que o dinamismo do leito oceânico e os processos de reconstrução do
leito ao longo do tempo através das fossas e cordilheiras oceânicas;
3. O Oceano exerce uma influência importante no clima - este princípio destaca a
importância fundamental do Oceano sobre o clima e as condições meteorológicas
da Terra, pois o Oceano transporta energia e domina os ciclos da água e do
carbono, moderando as oscilações de temperatura e mantendo estável a
composição da atmosfera. Dentre os serviços prestados pelo Oceano, o princípio
destaca a absorção da maior parte da radiação solar que atinge a Terra, o que
impacta o ciclo da água, já que a maior parte da precipitação no continente resulta
da água que evapora do Oceano nas zonas tropicais. O Oceano também controla o
ciclo do carbono na Terra, visto que o mesmo tem maior afinidade com a água. O
Oceano absorve cerca de metade do total de dióxido de carbono lançado na
atmosfera. As alterações na circulação do Oceano produzem (como El Niño, La
Niña) e produziram mudanças consideráveis e abruptas no clima ao longo da
história da Terra;
4. O Oceano permite que a Terra seja habitável - este princípio evidencia a
importância do Oceano para o surgimento da vida (que se iniciou e se diversificou
nele) e como essas formas de vida marinha fotossintéticas no passado, juntamente
com o Oceano, mudaram a atmosfera terrestre, possibilitando que a vida saísse da
água e ocupasse o continente. O princípio também enaltece a grande relevância dos
organismos fotossintetizantes marinhos na produção da maior parte do oxigênio
disponível na atmosfera e a interconexão entre biomas polares, marinhos, costeiros
e terrestres, como, por exemplo, no Brasil, a Amazônia, Pantanal, Cerrado,
Caatinga, Mata Atlântica e Pampa;
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5. O Oceano suporta uma imensa diversidade de vida e ecossistemas - este
princípio aborda a vasta biodiversidade presente no Oceano, abrigando desde
organismos microscópicos até o maior animal que já habitou a Terra, a baleia azul,
e possuindo representantes da maioria dos grandes grupos de animais. Grande
parte da vida oceânica é microscópica, incluindo os produtores primários mais
relevantes, responsáveis pela manutenção dos níveis de oxigênio na atmosfera). Os
organismos oceânicos fornecem exemplos únicos de ciclo de vida, adaptações e
relações ecológicas importantes como simbiose e transferência de energia. A
imensa diversidade se deve ao fato de que o Oceano é tridimensional,
disponibilizando espaço vital e diferentes habitats desde a superfície, passando
pela coluna d'água e chegando ao fundo oceânico. Esses habitats são definidos
pelos fatores ambientais e existem zonas mais diversificadas que outras dentro do
Oceano, fazendo com que a vida não esteja distribuída de forma uniforme no
espaço e no tempo. Alguns ecossistemas oceânicos, como os recifes de coral, são
mais diversificados e abundantes que qualquer outro lugar na Terra. Por fim, o
princípio destaca a importância dos estuários como ambientes cruciais e
produtivos, considerados berçários para muitas espécies marinhas;
6. O Oceano e a Humanidade estão fortemente interligados - este princípio aborda
a profunda interconexão entre os seres humanos e o Oceano. Destaca-se sua
importância vital para a vida humana, fornecendo oxigênio, contribuindo para o
ciclo da água doce (chuvas), regulando o clima, protegendo a região costeira. Além
desses serviços, o Oceano fornece alimento, medicamentos e recursos vivos e não
vivos, possibilita a criação de empregos, apoia a economia de países, serve de via
de transporte de pessoas e mercadorias e tem papel importante na segurança
nacional. O Oceano também é fonte de inspiração, recreação e descoberta, fazendo
parte da herança cultural de inúmeros povos. Em contrapartida, o princípio destaca
que a humanidade afeta o Oceano negativamente de inúmeras maneiras, incluindo
várias formas de poluição, alterações no relevo costeiro e Oceânico e seu impacto
direto na biodiversidade, seja através da captura excessiva dos organismos ou pela
destruição dos seus hábitats. Por fim, esse princípio destaca que todos somos
responsáveis por proteger o Oceano por meio de ações individuais e coletivas em
prol de sua sustentabilidade;
7. Há muito por descobrir e explorar do Oceano - este princípio enfatiza que o
Oceano é o maior e o menos explorado lugar do planeta, com menos de 25% da
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sua extensão tendo sido conhecida em detalhes. No entanto, a exploração dos
recursos marinhos aumenta significativamente a cada ano, portanto é crucial
compreender o Oceano e seus sistemas para assegurar sua sustentabilidade. À
medida que as tecnologias avançam, com sensores e ferramentas que possibilitam
explorar o Oceano, mais informações são coletadas, melhorando nossa capacidade
de compreender e prever a complexidade do Oceano e da sua interação com o
clima do planeta. Por fim, o estudo do Oceano é necessariamente interdisciplinar e
exige colaboração entre investigadores de todas as áreas científicas, considerando
uma matriz socioeconômica e ética.
Para promover efetivamente o conhecimento e as mudanças comportamentais
necessários, é fundamental que os princípios e conceitos da Cultura Oceânica estejam
relacionados aos Objetivos de Aprendizagem dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
- ODS, mais especificamente ao ODS 14 - Vida na Água (UNESCO, 2020), que compreende
três níveis:
Aprendizagem cognitiva - refere-se ao conhecimento básico que o aluno deve ter
sobre o Oceano, sua importância no clima e em outros sistemas terrestres,
impactos ambientais, mudanças climáticas e uso sustentável dos recursos marinhos
e terrestres;
Aprendizagem socioemocional - diz respeito à capacidade do aluno defender
práticas sustentáveis, mostrar a outras pessoas o impacto humano no Oceano,
influenciar grupos envolvidos na produção e consumo de produtos do Oceano que
não pratiquem a sustentabilidade; ser empático com as pessoas que dependem do
Oceano e serão afetados pelas mudanças nas práticas de pesca e; reconhecer que a
dinâmica da sociedade no continente, como o agronegócio de pequena a grande
escala, está intrinsecamente ligada ao Oceano; e
Aprendizagem comportamental - relaciona-se à habilidade do aluno para pesquisar
sobre como o seu município, região e país dependem do Oceano; ser capaz de
identificar, acessar e comprar vida marinha sustentável e produtos terrestres de
menor impacto no Oceano; ser capaz de entrar em contato com seus representantes
e discutir assuntos relacionados ao impacto da pesca no Oceano; ser capaz de fazer
campanha para expandir zonas não pesqueiras e reservas marinhas com
embasamento científico, assim como propor processos produtivos na cadeia
terrestre que tenham menor impacto no Oceano, como o despejo de poluentes nos
corpos d'água continentais.
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Esses objetivos visam, assim como os demais objetivos dos ODS, transformar a
sociedade, reorientando a educação e ajudando as pessoas a desenvolver conhecimentos,
habilidades, valores e comportamentos necessários ao desenvolvimento sustentável
(UNESCO, 2020). Nesse contexto, a Cultura Oceânica se encaixa como iniciativa de
empoderamento, para que pessoas e comunidades entendam, valorizem e se importem com o
Oceano
comprometendo-se
a
protegê-lo,
restaurá-lo
e
garantir
uma
relação
humanidade-oceano saudável (Mcruer et al., 2025).
7.2. Estrutura e desenvolvimento curricular do curso
O curso de especialização possui uma carga horária total de 360 horas, distribuídas
entre atividades teóricas e práticas, conforme as peculiaridades de cada instituição, e
organizadas em três semestres (Quadro I).
Quadro I: Semestres, com respectivas cargas horárias, períodos de oferta, disciplinas e suas cargas horárias do
curso de Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica.
Semestre
O Oceano em nós
e no planeta
Os princípios da
Cultura Oceânica
na Educação
Básica
Sala de aula
transformadora
CH
150
120
90
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Oferta
2° sem/2025
1° sem/2026
2° sem/2026
Disciplina
CH
Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA)
30
Mergulhando no Oceano: nossas
relações com esse ecossistema
30
Os sete princípios da Cultura
Oceânica
30
Ciência, sociedade e a Cultura
Oceânica na Educação Básica
30
Ferramentas investigativas
30
Oceano motivador
30
Interdisciplinaridade e
transversalidade na Cultura
Oceânica
Educação para sustentabilidade:
desafios e potenciais
30
30
Trabalho de Conclusão de Curso TCC 1
30
Práticas pedagógicas
transformadoras
30
Página 19
Trabalho de Conclusão de Curso TCC 2
60
O Oceano em nós e no planeta compreende o primeiro semestre do curso e está
constituído de cinco disciplinas, com um total de 150h, ofertadas na segunda metade de 2025.
O semestre denominado Os princípios da Cultura Oceânica na Educação Básica, segundo do
curso, está integrado por quatro disciplinas, com 120h no total, ofertadas na primeira metade
de 2026. Por fim, Sala de aula transformadora é o terceiro semestre do curso, composto por
duas disciplinas, com carga horária total de 90h, ofertadas na segunda metade de 2026 (Figura
1).
Figura 1: Estrutura curricular do curso de Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica.
As atividades de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC estão divididas ao longo dos
três semestres, com a finalidade de envolver o cursista na produção de seu trabalho desde o
início do curso, compreendendo as disciplinas de Ferramentas investigativas (30h), TCC 01
(30h) e TCC 02 (60h). Desse modo, o participante será convidado a pensar durante a
disciplina Ferramentas Investigativas sobre as Correntes de Aprendizagem que irá
desenvolver além de utilizar uma Rota de Navegação (diário de bordo) para auxiliar no
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processo de desenvolvimento do seu TCC. Na disciplina de TCC 1, acompanhado pelo
orientador/a, o cursista irá elaborar a sua Corrente de Aprendizagem utilizando sua Rota de
Navegação como guia. A conclusão do processo de construção se dará ao longo do TCC 2,
que incluirá aplicação, avaliação, modificação, consolidação e apresentação do que foi
produzido.
As Correntes de Aprendizagem produzidas pelos cursistas serão organizadas e
reunidas para compor um produto educacional coletivo, que será compartilhado e de livre
acesso por todos os egressos e demais interessados, visando a difusão da Cultura Oceânica.
Semestre 1 - O Oceano em nós e no planeta
O semestre inicial, composto por cinco disciplinas e carga horária de 150 horas, tem
como objetivo mapear as experiências e conexões individuais dos cursistas com o Oceano,
identificando experiências relacionadas ao ensino sobre esse ecossistema e suas relações com
a vida, os ambientes terrestres, a dinâmica da sociedade e lacunas de conhecimento para a
compreensão dos princípios da Cultura Oceânica, além de oferecer os fundamentos sobre
ferramentas investigativas.
Nesse semestre inicial serão promovidas atividades que permitam aos participantes
refletir sobre a sua relação com o Oceano, enquanto indivíduos e profissionais da Educação
Básica. Nas disciplinas do período, os cursistas serão incentivados a compartilhar suas
experiências, memórias, conhecimentos prévios e percepções individuais sobre o Oceano e a
conexão com a comunidade escolar, além de explorar as práticas pedagógicas que cada
participante adota para ensinar o tema. Serão proporcionados momentos de troca de
experiências entre os cursistas, contribuindo para enriquecer o repertório pedagógico dos
participantes. Serão abordados conceitos fundamentais relacionados ao ensino investigativo
de ciência, ao método científico e às relações entre ciência, sociedade e educação. Também
será ofertada uma disciplina, denominada de Oceano Motivador, que permitirá aos
participantes identificar suas potencialidades e temas sobre os quais necessitam maior
aprofundamento.
Disciplina - Ambiente virtual de aprendizagem (AVA)
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina os cursistas compreenderão o conceito de
Ambientes Virtuais de Aprendizagem e suas principais características, além de
conhecer um Ambiente Virtual de Aprendizagem e os recursos tecnológicos
disponíveis. Entender o papel do estudante na modalidade EAD no uso do Ambiente
Virtual de Aprendizagem também é parte da disciplina.
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Página 21
⇒ Ementa: Recursos e funcionalidades do Ambiente Virtual de Aprendizagem. Aspectos
operacionais do MOODLE. Envio e recebimento de mensagens individuais e
coletivas. Participação em fóruns de discussão. Acesso aos materiais didáticos,
indicações de leituras e atividades individuais e coletivas. O papel do estudante na
modalidade EAD e no uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Bibliografia básica:
BARROS, D.M.V.; SANTOS, V.M. Estilos de Aprendizagem em Fóruns Online: Perspectivas
Pedagógicas Inovadoras. Revista Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro-RJ, v. 02, n. 01,
p. 14, 2018. jan-abr 2018. Disponível em:
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/re-doc/article/%20view/30819. Acesso em: 15
dez. 2024.
BRANCO, L.S.A. O Papel do Aluno e tutor na Educação a Distância. Revista Gestão
Universitária,
2017.
Disponível
em:
http://www.gestaouniversitaria.com.br/artigos/o-papel-do-aluno-e-tutor-na-educacao-a-distanc
ia. Acesso em 15 dez. 2024.
FRANÇA, G., 2009. Os ambientes de aprendizagem na época da hipermídia e da educação a
distância. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 14, n. 1, p. 55-65, 2009. Disponível
em: https://www.scielo.br/j/pci/a/yMW89xpFj9y84q5HRHrxHxB/. Acesso em 15 dez. 2024.
MORAN, J.M. Ensino Híbrido. Entrevista com o Prof Dr José Manuel Moran, da
Universidade de São Paulo, concedida ao Prof. Dr. João Mattar, da Universidade Anhembi
Morumbi. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9LK9axXqwDw. Acesso em
15 dez. 2024.
PEREIRA, A.T.C.; SCHMITT, V.; DIAS, M.R.A.C., 2007. Ambientes Virtuais de
Aprendizagem. In: PEREIRA, A.T.C. (Org.). Ambientes Virtuais de Aprendizagem em
diferentes contextos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna. Disponível em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/129867/mod_resource/content/1/Semin%C3%A1rio
%20-%20Ambientes%20Virtuais%20de%20Aprendizagem.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
SILVA, R.S. Ambientes virtuais e multiplataformas online na EaD: didática e design
tecnológico de cursos digitais. São Paulo: Novatec, 2015.
SOUZA-JÚNIOR, J.E.G. Moodle: Guia Prático do Estudante. Florianópolis: UFSC: SEAD:
UAB:
LEDLab,
2020.
Disponível
em:
https://sead.paginas.ufsc.br/files/2020/04/Moodle-Guia-Pr%C3%A1tico_do_Estudante-1.pdf.
Acesso em 15 dez. 2024.
VIANA, M.A.P. Guia didático: Descobrindo o potencial da EaD na Ufal. Maceió - AL:
Edufal, s.d. Disponível em:
file:///C:/Users/Krug/Downloads/GUIA%20DIDATICO_%20NOVA%20CIED_Explicando%
20a%20Ead%20Ufal.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Disciplina - Mergulhando no Oceano: nossas relações com esse ecossistema
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina, por meio de diferentes atividades, os cursistas serão
guiados em um mergulho de autoexploração e compartilhamento, visando à
compreensão e valorização da Cultura Oceânica. Os cursistas serão incentivados a
refletir sobre suas próprias experiências e memórias relacionadas ao Oceano,
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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enriquecendo o aprendizado por meio do compartilhamento de conhecimentos prévios
e percepções individuais. Serão mapeadas as práticas de ensino sobre o Oceano e a
relação do ser humano com o Oceano na comunidade escolar dos cursistas,
proporcionando a oportunidade de análise crítica e reflexão sobre as abordagens
pedagógicas adotadas no contexto local e regional.
⇒ Ementa: Mergulhando na Cultura Oceânica: reflexões sobre a relação pessoal com o
Oceano, experiências e memórias. Cultura Oceânica na escola: mapeando práticas de
ensino sobre o Oceano e sua conexão com os biomas terrestres e diferentes realidades
da sociedade, identificação, análise e reflexão crítica. Compartilhamento de
experiências e boas práticas entre os participantes.
Bibliografia básica:
BARATA, G. Maré de informação para promover a cultura oceânica. Revista da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência, Ciência & Cultura, v. 73(2), n. 2, p. 16-18, 2021.
Disponível
em:
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252021000200005&
tlng=pt. Acesso em 15 dez. 2024.
BRENNAN, C.; ASHLEY, M.; MOLLOY, O. A system dynamics approach to increasing
ocean literacy. Frontiers in Marine Science, v. 6, art. 360, 2019. DOI:
https://doi.org/10.3389/fmars.2019.00360.
CEMBRA, 2012. Mentalidade marítima: a importância do mar para o Brasil. In: O Brasil e o
mar no século XXI: Relatório aos tomadores de decisão do país. 2. ed. Niterói: Centro de
Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra). p. 17. Disponível em:
https://cembra.org.br/LIVRO/capitulo_XX_a_importancia_do_mar_para_o_Brasil_atual_ago
2020.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
IOC, 2019. A Ciência que precisamos para o oceano que queremos: Década das Nações
Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030). Disponível
em: https://ciencianomar.mctic.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/265198por.pdf. Acesso
em 15 dez. 2024.
MCKINLEY, E.; BURDON, D. Understanding Ocean Literacy and Ocean Climate - Related
Behaviour Change in the UK- Work Package 1: Evidence Synthesis. Final Report Produced
for the Ocean Conservation Trust and Defra, 2020. Disponível em:
https://oceanconservationtrust.org/wp-content/uploads/Review-of-Ocean-Literacy.pdf. Acesso
em 15 dez. 2024.
MCKINLEY, E.; BURDON, D.; SHELLOCK, R.J. The evolution of ocean literacy: A new
framework for the United Nations Ocean Decade and beyond. Marine Pollution Bulletin,
186: 114467, 2023. Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0025326X22011493. Acesso em 15 dez.
2024.
MCRUER, J.; MCKINLEY, E.; GLITHERO, D.; CHRISTOFOLETTI, R.; PAYNE, D.
Human-ocean relationships: Exploring alignment and collaboration between ocean literacy
research and marine conservation. Marine Policy, 171: 106418, 2025. Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0308597X24004184. Acesso em 15 dez.
2024.
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Página 23
Disciplina - Os sete princípios da Cultura Oceânica
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina serão apresentados e explorados os sete princípios
da Cultura Oceânica contidos no kit pedagógico Cultura Oceânica para todos,
desenvolvido pela UNESCO3. Os participantes conhecerão os princípios e conceitos
da Cultura Oceânica, compreendendo sua importância no contexto da Educação
Básica.
⇒ Ementa: Princípio 01: A Terra tem um Oceano global e muito diverso. Princípio 02: O
Oceano e a vida marinha têm uma forte ação na dinâmica da Terra. Princípio 03: O
Oceano exerce uma influência importante no clima. Princípio 04: O Oceano permite
que a Terra seja habitável. Princípio 05: O Oceano suporta uma imensa diversidade de
vida e ecossistemas. Princípio 06: O Oceano e a Humanidade estão fortemente
interligados dentro de um sistema socioecológico. Princípio 07: Há muito por
descobrir e explorar do Oceano.
Bibliografia básica:
BARRADAS, J.I.; GHILARDI-LOPES, N.; XAVIER, L.Y.; MENCK, E.V.S. A Cultura
Oceânica. Blog UFABC Divulga Ciência, v. 4, n. 5, p10, 2021.
IOC, 2019. A Ciência que precisamos para o oceano que queremos: Década das Nações
Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030). Disponível
em: https://ciencianomar.mctic.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/265198por.pdf. Acesso
em 15 dez. 2024.
NOAA. Ocean literacy. The essential principles and fundamental concepts of ocean sciences
for
learners
of
all
ages
(version
3).
2020.
Disponível
em:
https://oceanliteracy.unesco.org/wp-content/uploads/2020/09/OceanLiteracyGuide_V3_20208x11-1.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
SANTOS et al. Economia Azul – Vetor para o Desenvolvimento do Brasil. São Paulo, SP:
Essential Idea Editora, 2022. Disponível em:
https://ciencianomar.mctic.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Economia-Azul_vetor-para-odesenvolvimento-do-Brasil.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Disciplina - Ciência, sociedade e a Cultura Oceânica na Educação Básica
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina serão discutidas as relações entre ciência, sociedade
e educação, explorando como a ciência contribui para o desenvolvimento social e
como a educação desempenha um papel fundamental na disseminação do
conhecimento sobre a Cultura Oceânica e Sustentabilidade. Também serão discutidas
perspectivas, abordagens pedagógicas e práticas interdisciplinares na promoção da
Cultura Oceânica e a importância da divulgação e popularização científica:
3
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373449
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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comunicação e engajamento do público com a Cultura Oceânica. Será levado em
consideração o contexto local e regional durante as discussões.
⇒ Ementa: Relações entre ciência, sociedade e educação. Contribuição da ciência para o
desenvolvimento social. O papel fundamental da educação na disseminação do
conhecimento sobre a Cultura Oceânica e Sustentabilidade. Relações entre ciência e
sociedade: impactos, interações e desafios éticos. A ciência na educação: perspectivas,
abordagens pedagógicas e práticas interdisciplinares na promoção da Cultura
Oceânica. A importância da divulgação e popularização científica: comunicação e
engajamento do público com a Cultura Oceânica em todas as regiões, realidades
sociais e biomas do Brasil.
Bibliografia básica:
ALVES, A.A.; SANTOS, A.B.S.; JARDEWESKI, C.L.; COSTA, D.A.N.; NEVES, M.F.;
ANDRADE, M.M.; SILVA, M.R. Relatório de Atividades: grupo de trabalho em
empreendedorismo em Ciências do Mar (GTE). Disponível em:
https://cienciasdomarbrasil.furg.br/grupos-de-trabalho/grupos-de-trabalho-empreendedorismo
Acesso em 15 dez. 2024.
DE TONI, K.R.; CREMER, M.J.; PIRES, J.S.R.; FONSECA, A.L. Projetos de Educação
Ambiental marinha e costeira e a aplicação dos princípios da cultura oceânica: um delta
transdisciplinar a ser explorado. Revista Brasileira de Educação Ambiental (Online), v. 19,
p. 149-170, 2024. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/382819022_Projetos_de_Educacao_Ambiental_mar
inha_e_costeira_e_a_aplicacao_dos_principios_da_cultura_oceanica_um_delta_transdisciplin
ar_a_ser_exploradoMarine_and_coastal_environmental_education_projects_and_the_#fullTe
xtFileContent. Acesso em 15 dez. 2024.
DE TONI, K.R.; FONSECA, A.L.D.; KOEPPE, C.H.B.; CREMER, M.J.. O espaço escolar e
seu potencial de desenvolvimento da Educação Ambiental marinha e costeira: a visão da
supervisão escolar. Revista Brasileira de Educação Ambiental (Online), v. 18, p. 438-460,
2023. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/371238903_O_espaco_escolar_e_seu_potencial_de
_desenvolvimento_da_Educacao_Ambiental_marinha_e_costeira_a_visao_da_supervisao_esc
olar#fullTextFileContent. Acesso em 15 dez. 2024.
FONSECA, A.L.; ALMEIDA, M.; HORTA, P.; PEREIRA, M.; MISTURINI, D. Cultura
oceânica, mudança climática e restauração do carbono azul. Cadernos Científicos, Vol. 1.
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, UFSC: 78p. Disponível em:
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/245602. Acesso em 15 dez. 2024.
PAZOTO, C.E., SILVA, E.P., ANDRADE, L.A.B., DEL FAVERO, J.M., ALÔ, C.F.S.,
DUARTE, M.R., 2021. Ocean Literacy, formal education, and governance: A diagnosis of
Brazilian school curricula as a strategy to guide actions during the Ocean Decade and beyond.
Ocean and Coastal Research, v. 60 (suppl), p. e21041. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/ocr/article/view/199423/183462. Acesso em 15 dez. 2024.
SANTORI, F.; SANTIN, S.; SCOWCROFT, G.; FAUVILLE, G.; TUDDENHAM, P. 2020.
Cultura Oceânica para todos: kit pedagógico. Disponível em:
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Página 25
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373449?posInSet=1&queryId=e36604fe-f9fa-4
82f-8295-7037bac099b6. Acesso em 15 dez. 2024.
SANTOS et al. Economia Azul – Vetor para o Desenvolvimento do Brasil. São Paulo, SP:
Essential Idea Editora, 2022. Disponível em:
https://ciencianomar.mctic.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Economia-Azul_vetor-para-odesenvolvimento-do-Brasil.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
ZABALA, A., 1998. A prática educativa: como ensinar. Tradução Ernani Rosa. Porto
Alegre: ArtMed Editora. 224p. Disponível em:
https://www.ifmg.edu.br/ribeiraodasneves/noticias/vem-ai-o-iii-ifmg-debate/zabala-a-praticaeducativa.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Disciplina - Ferramentas investigativas
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina os participantes serão orientados sobre as
ferramentas investigativas, assim como sobre as etapas do método científico e da
pesquisa qualitativa, os princípios da redação segundo as normas técnicas, incluindo a
estruturação do texto, as normas de formatação e a correta utilização de citações e
referências bibliográficas. Além disso, os participantes deverão compreender os
elementos essenciais para a elaboração de Correntes de Aprendizagem e como
construir e utilizar uma Rota de Navegação (diário de bordo).
⇒ Ementa: O método científico: etapas, princípios e aplicação no contexto do ensino da
Cultura Oceânica. Conceito de pesquisa qualitativa. Tipos e etapas da pesquisa
qualitativa. Construção e uso da Rota de Navegação (diário de bordo). Ferramentas
investigativas: quais são e como escolher o método adequado (Corrente de
Aprendizagem). A ética na ciência. Redação de acordo com as normas técnicas:
estruturação do texto, normas de formatação, citações e referências bibliográficas.
Bibliografia básica:
BATISTA, Tailine Penedo. O Diário de Bordo: uma forma de refletir sobre a prática
pedagógica. Revista Insignare Scientia - RIS, Brasil, v. 2, n. 3, p. 287–293, 2019. DOI:
10.36661/2595-4520.2019v2i3.11209.
Disponível
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investigativas. In: CARVALHO, A. M. P. (Org.). Ensino de ciências por investigação:
Condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning. Disponível
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https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2940926/mod_resource/content/1/CARVALHO%2C
%20Ana%20M.%20ENSINO%20DE%20CIENCIAS%20POR%20INVESTIGAC%CC%A7
A%CC%83O%20-cap%201%20pg%20.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
CUNHA, M.B.; OMACHI, N.A.; RITTER, O.M.S.; NASCIMENTO, J.E.; MARQUES, G.Q.;
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CK, U. Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed: Bookman, 2009. 164 p.
LUCHESI, B.M.; LARA, E.M.O.; SANTOS, M.A. (Orgs.). Guia prático de introdução às
metodologias ativas de aprendizagem. Campo Grande, MS: Ed. UFMS, 2022, 92p.
MARQUES, H.R.; CAMPOS, A.C.; ANDRADE, D.M.; ZAMBALDE, A.L. Inovação no
ensino: uma revisão sistemática das metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Avaliação,
v.
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03,
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2021.
Disponível
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https://www.scielo.br/j/aval/a/C9khps4n4BnGj6ZWkZvBk9z/?format=pdf&lang=pt. Acesso
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OLIVEIRA, M.M. Como fazer pesquisa qualitativa. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. 232
p.
ROCHA, R.S.; SOUZA, A.S.; RIBEIRO, G.A.; VALLE, P.R.D.; PIO, V.L.; TEIXEIRA, E.P.;
MARTINS, L.V.; SILVA, F.J. A.; PESSANO, R.F.R.; CARNEIRO, A.J.O.L.L. Active
Methodologies applied to the context of Basic Education: strategies with pedagogical
potential?. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 13, p. e89111334794, 2022.
DOI:
10.33448/rsd-v11i13.34794.
Disponível
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https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/34794. Acesso em: 3 mai. 2025.
VOLPATO, G.L. O método lógico para redação científica. Revista Eletrônica De
Comunicação, Informação & Inovação Em Saúde, v. 9, n. 1, 2015. Disponível em:
https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/932/1577. Acesso em 15 dez.
2024.
ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Tradução Ernani Rosa. Porto Alegre:
ArtMed Editora, 1998, 224p. Disponível em:
https://www.ifmg.edu.br/ribeiraodasneves/noticias/vem-ai-o-iii-ifmg-debate/zabala-a-praticaeducativa.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Semestre 2 - Os princípios da Cultura Oceânica na Educação Básica
Nesse semestre serão abordados os princípios fundamentais da Cultura Oceânica que
permeiam o ensino sobre o Oceano na Educação Básica. As disciplinas fornecerão aos
participantes as bases teóricas e práticas necessárias para a incorporação da Cultura Oceânica
no currículo escolar de forma interdisciplinar e transversal. Será objeto de reflexão a relação
entre a educação sobre Cultura Oceânica e as agendas nacionais e globais de sustentabilidade,
com foco na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na Agenda 2030 e na Década da
Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os cursistas serão
estimulados a pensar globalmente e agir localmente, tomando como base os conhecimentos
adquiridos sobre os princípios da Cultura Oceânica. A expectativa é que os cursistas
desenvolvam habilidades para integrar em suas práticas docentes os conceitos e
conhecimentos relacionados à Cultura Oceânica e compreendam como a educação pode
contribuir para a construção de um futuro sustentável. Nesse semestre também será ofertada a
disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 1 - TCC 01, na qual os participantes terão a
oportunidade de escolher o tema, definir a questão-problema e elaborar uma Corrente de
Aprendizagem que será aplicada no semestre seguinte.
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Página 27
Disciplina - Oceano motivador
⇒ Descrição Geral: Essa disciplina propõe uma abordagem inovadora, na qual os
cursistas serão incentivados a explorar temas da Cultura Oceânica por meio de estudos
de caso. Os participantes serão desafiados a analisar casos sobre problemas
socioambientais relacionados à Cultura Oceânica, desde a relação do Oceano com as
regiões polares e biomas brasileiros até os aspectos sociais, econômicos, culturais e de
conservação. Além disso, os cursistas deverão identificar lacunas de conhecimento,
formular questões-problema e propor soluções. Por meio de um processo de
planejamento participativo, serão realizadas discussões em grupos, promovendo a
interação e a troca de conhecimentos. Ao longo da disciplina, os cursistas
desenvolverão habilidades de análise crítica, pensamento interdisciplinar e formulação
de questões-problema, permitindo a aplicação prática de seus conhecimentos nas
diferentes regiões brasileiras.
⇒ Ementa: Estudos de caso sobre temas socioambientais relacionados ao Oceano:
mudanças climáticas, segurança alimentar, regiões polares, biodiversidade, biomas
brasileiros, degradação do Oceano e desigualdade social, assim como temas relevantes
no contexto local e regional; ações bem-sucedidas, regionais e locais. Construção de
alternativas
aos
problemas
socioambientais
relacionados
ao
Oceano:
empreendedorismo, economia azul, conservação e bioeconomia, entre outras
estratégias que levem em consideração o cenário local e/ou regional e/ou brasileiro
e/ou global.
Bibliografia básica:
CARVALHO, L.G.D.; RAVENA-CAÑETE, V. (Org.). Mares e marés: sustentabilidade,
sociabilidade e conflitos socioambientais na Amazônia. 1ed. Belém: NUMA, 2021. 538p.
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supervisão escolar. Revista Brasileira de Educação Ambiental (Online), v. 18, p. 438-460,
2023. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/371238903_O_espaco_escolar_e_seu_potencial_de
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DE TONI, K.R.; CREMER, M.J.; PIRES, J.S.R.; FONSECA, A.L. Projetos de Educação
Ambiental marinha e costeira e a aplicação dos princípios da cultura oceânica: um delta
transdisciplinar a ser explorado. Revista Brasileira de Educação Ambiental (Online), v. 19,
p. 149-170, 2024. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/382819022_Projetos_de_Educacao_Ambiental_mar
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Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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CREMER, M.J. A cultura oceânica no espaço escolar: estratégias de ensino aprendizagem,
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(version
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2020.
Disponível
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https://oceanliteracy.unesco.org/wp-content/uploads/2020/09/OceanLiteracyGuide_V3_20208x11-1.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
PADILHA, P.R.; et al. Educação para a Cidadania Planetária: currículo interdisciplinar em
Osasco. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2011. Disponível em:
https://www.paulofreire.org/images/pdfs/educacao-para-a-cidadania-planetaria-curriculo-inter
disciplinar-em-osasco..pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
PAZOTO, C.E., SILVA, E.P., ANDRADE, L.A.B., DEL FAVERO, J.M., ALÔ, C.F.S.,
DUARTE, M.R., 2021. Ocean Literacy, formal education, and governance: A diagnosis of
Brazilian school curricula as a strategy to guide actions during the Ocean Decade and beyond.
Ocean and Coastal Research, v. 60 (suppl), p. e21041. Disponível em:
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PAZOTO, C., DUARTE, M., SILVA, E. (2023). Cultura Oceânica e escola: a percepção do
professor sobre o ensino de conteúdos relacionados aos ambientes marinhos. REMEA Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 40, n. 2, 127–152.
https://doi.org/10.14295/remea.v40i2.14407.
SANTORI, F.; SANTIN, S.; SCOWCROFT, G.; FAUVILLE, G.; TUDDENHAM, P. Cultura
Oceânica para todos: kit pedagógico. 2020. Disponível em:
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373449?posInSet=1&queryId=e36604fe-f9fa-4
82f-8295-7037bac099b6. Acesso em 15 dez. 2024.
Disciplina - Interdisciplinaridade e transversalidade na Cultura Oceânica
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina os cursistas irão explorar a natureza interdisciplinar
e transversal da Cultura Oceânica e conhecer diferentes abordagens de aplicação em
diferentes áreas do conhecimento. Serão discutidas estratégias para integrar os
conceitos e conhecimentos relacionados ao Oceano em diversas áreas do
conhecimento, de forma a enriquecer o currículo escolar e promover uma visão
abrangente e integrada da Cultura Oceânica. Serão apresentadas boas práticas
pedagógicas que incentivem a colaboração entre áreas do conhecimento, visando a
construção de uma abordagem educacional ampla e inovadora.
⇒ Ementa: Introdução à interdisciplinaridade e transversalidade na Cultura Oceânica.
Abordagem da Cultura Oceânica em diferentes áreas do conhecimento, visando a
construção de uma educação abrangente. Experiências bem sucedidas de abordagem
interdisciplinar e transversal na Cultura Oceânica. Estratégias para a integração dos
conceitos e conhecimentos relacionados à Cultura Oceânica na Educação Básica
levando em consideração a interdisciplinaridade, transversalidade e regionalidade.
Bibliografia básica:
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Página 29
DE TONI, K. R.; FONSECA, A.L.; KOEPPE, C.H.B.; PIRES, J.S.R.; SANTOS, C.;
CREMER, M.J. A cultura oceânica no espaço escolar: estratégias de ensino aprendizagem,
Ed.1. Florianópolis: UFSC, v. 2., 2023. 78 p. Disponível em:
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GHILARDI-LOPES, et al. Oceano como tema interdisciplinar na educação básica brasileira.
Ambiente
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Sociedade, São
Paulo,
v.
26, p.
1-23, 2023. DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422asoc20210134vu2023L2AO
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de Biologia. EdUSP. 2004. 197 p.
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Diagrams: Ocean Literacy Scope and Sequence. Special Report #3, 31-32. Disponível em:
https://cdn.ymaws.com/members.marine-ed.org/resource/collection/9B85E578-8E65-4F88-93
5E-586B984CD3F0/NMEA_2010-8-IntrotoCFD.pdf. Acesso em 16 dez. 2024.
PADILHA, P.R.; et al. Educação para a Cidadania Planetária: currículo interdisciplinar em
Osasco. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2011. Disponível em:
https://www.paulofreire.org/images/pdfs/educacao-para-a-cidadania-planetaria-curriculo-inter
disciplinar-em-osasco..pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Disciplina - Educação para sustentabilidade: desafios e potenciais
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina será ressaltado como a educação sobre a
sustentabilidade do Oceano se relaciona e impulsiona as agendas nacionais e globais,
com foco na BNCC, Agenda 2030 e na Década do Oceano da ONU. Os cursistas serão
convidados a refletir sobre os desafios socioambientais atuais e a explorar o potencial
da educação para promover ações e mudanças efetivas em prol da conservação e do
uso sustentável do Oceano. Os participantes serão estimulados a pensar globalmente e
agir localmente, debatendo estratégias educacionais para a promoção da Cultura
Oceânica.
⇒ Ementa: Introdução à educação para a sustentabilidade. Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, da UNESCO. Década da Ciência Oceânica para o
Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). Desafios
socioambientais atuais e seu impacto no Oceano. O Oceano na Base Nacional Comum
Curricular - BNCC. O potencial da educação para promover ações e mudanças
sustentáveis. Pensar globalmente, agir localmente: estratégias educacionais para a
sustentabilidade local e global. Práticas educacionais inovadoras para a promoção da
sustentabilidade oceânica em todos os biomas e realidades socioambientais.
Bibliografia básica:
BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA e dá outras providências. Diário Oficial da
República Federativa do Brasil. Brasília, Brasil: Ministério da Educação. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em 16 dez. 2024.
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Disponível
em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp002_12.pdf. Acesso em 16 dez. 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
Disponível
em:
https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.p
df. Acesso em 16 dez. 2024.
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Década da Ciência Oceânica: Brasil.
Disponível em: https://decada.ciencianomar.mctic.gov.br/sobre-a-decada/. Acesso em 16 dez.
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BRASIL. Nações Unidas Brasil. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil.
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em 16 dez. 2024.
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definições num só oceano. Desenvolv. Meio Ambiente, v. 63, p. 1-22, 2024.
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JÚNIOR, A.F. (org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e
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GADOTTI, M. Educar para a Sustentabilidade. Inclusão Social, Brasília, v. 3, n. 1, p. 75-78,
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GHILARD-LOPES, N.P.; MOTOKANE, M.; BARRADAS, J.I. et al. O Oceano como tema
interdisciplinar na educação básica brasileira. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 26,
2023.
INÁCIO, B.L. Desafio oceano na educação: cultura oceânica e engajamento social
fortalecendo a educação em tempos de pandemia do covid-19. Santos - SP: Ed. dos Autores,
2022.
JACOBI, P. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n.
118, p. 189 - 205, 2023.
KITZMANN, D.; KRUG, L.C. A Educação e as Ciências do Mar no Brasil: descobrindo os
Oceanos. CARTEA, P.Á.M.; CUNHA, M.L.I.; CASTRO, M.C.M.; CALLEJAS, G.V.;
BLANCO, M.A. A educación para o cambio climático no sistema educativo. Actas IV
Seminario Internacional Resclima e 2º Encuentro de la REAJA. Santiago de Compostela,
2018, p. 580-589.
LOUREIRO, C.F.B. Sustentabilidade e Educação: um olhar da ecologia política. São Paulo:
Cortez, 2012. (Coleção questões da nossa época; v. 39)
PAZOTO, C.E.; DUARTE, M.R.; SILVA, E.P. Cultura Oceânica e escola: a percepção do
professor sobre o ensino de conteúdos relacionados aos ambientes marinhos. REMEA Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 40, n. 2, p. 127–152, 2023.
https://doi.org/10.14295/remea.v40i2.14407
TRISTÃO, M. As dimensões e os desafios da educação ambiental na contemporaneidade. In:
RUSCHEINSKY, A. Educação Ambiental: múltiplas abordagens. Porto Alegre: Penso,
2012, p. 233 - 249.
Disciplina – Trabalho de Conclusão de Curso – TCC 1
⇒ Descrição Geral: Nessa disciplina os participantes irão definir o tema do Trabalho de
Conclusão de Curso - TCC, a questão-problema, os objetivos e a criação de uma
Corrente de Aprendizagem que incorpore a Cultura Oceânica e Sustentabilidade em
suas práticas pedagógicas. Será enfatizada a importância da integração dos princípios,
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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conceitos e múltiplas dimensões da Cultura Oceânica e Sustentabilidade como
conteúdos propostos, bem como a inclusão de aspectos de diversidade, acessibilidade,
equidade, STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática),
protagonismo estudantil, coprodução de conhecimento e pensamento crítico. Também
será estimulado que os cursistas planejem a aplicação da Corrente de Aprendizagem
dentro da programação das suas disciplinas na escola, de forma integrada ao conteúdo
previsto, praticando, preferencialmente, a interdisciplinaridade e a transversalidade.
Para a construção da sua Corrente de Aprendizagem, os cursistas serão estimulados a
utilizar sua Rota de Navegação, trazendo suas reflexões sobre a prática docente no
contexto das temáticas já discutidas no curso e a possibilidade de integrar tais
conhecimentos à sua prática pedagógica. Ao final da disciplina, os participantes terão
desenvolvido uma Corrente de Aprendizagem com atividades que incorporam o
ensino
sobre
Cultura
Oceânica
e
sustentabilidade,
contemplando
práticas
transformadoras que levem em consideração as especificidades locais e/ou regionais.
⇒ Ementa: Construção da Corrente de Aprendizagem: definição do tema e escopo,
objetivos e etapas; formulação da questão-problema sobre a Cultura Oceânica e
Sustentabilidade; detalhamento das aulas com seus objetivos e elementos essenciais;
ferramentas, métodos e abordagens aplicáveis ao tema selecionado, considerando as
habilidades da BNCC e as especificidades regionais; estratégias para a participação
inclusiva e o envolvimento dos estudantes; incorporação de elementos de Ciência,
Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática para a aprendizagem interdisciplinar e
criativa (Abordagem STEAM); incentivo a autonomia com responsabilidade e
engajamento dos estudantes; construção coletiva do conhecimento e promoção de
projetos colaborativos; pensamento crítico e reflexivo dos estudantes.
Bibliografia básica:
CARVALHO, A.M.P. 2013. O ensino de Ciências e a proposição de sequências de ensino
investigativas. In: CARVALHO, A.M.P. (Org.). Ensino de ciências por investigação:
Condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning. Disponível
em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2940926/mod_resource/content/1/CARVALHO%2C
%20Ana%20M.%20ENSINO%20DE%20CIENCIAS%20POR%20INVESTIGAC%CC%A7
A%CC%83O%20-cap%201%20pg%20.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
CASTELLO, J.P.; KRUG, L.C. (Orgs.). Introdução às Ciências do Mar. Pelotas: Ed. Textos,
2015. 602p. Disponível em:
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em 16 dez. 2024.
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the Ocean Literacy Framework. Special Report #3, 2010. Disponível em:
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ZABALA, A.. A prática educativa: como ensinar. Tradução Ernani Rosa. Porto Alegre:
ArtMed Editora. 1998. 224p. Disponível em:
https://www.ifmg.edu.br/ribeiraodasneves/noticias/vem-ai-o-iii-ifmg-debate/zabala-a-praticaeducativa.pdf. Acesso em 15 dez. 2024.
Semestre 3 - Sala de aula transformadora
Esse semestre tem como foco a apresentação e discussão sobre práticas pedagógicas
transformadoras. Serão abordados temas como ciência transformadora, conhecimentos
tradicionais, diversidade, equidade, acessibilidade, STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia,
Artes e Matemática), protagonismo estudantil, coprodução de conhecimento e pensamento
crítico, alfabetização científica e comunicação da ciência, sempre relacionados com os
princípios da Cultura Oceânica e Sustentabilidade. Serão explorados os desafios e tendências
atuais na educação, com ênfase na inclusão, equidade e educação para a sustentabilidade. Os
temas abordados serão utilizados para revisão e consolidação do processo de estruturação das
Correntes de Aprendizagem construídas no semestre anterior, visando aplicação, avaliação e
apresentação pelos cursistas.
Disciplina – Práticas pedagógicas transformadoras
⇒ Descrição geral: Nessa disciplina serão apresentadas e discutidas práticas pedagógicas
inovadoras e transformadoras, que visem uma educação sobre Cultura Oceânica e
sustentabilidade de forma inclusiva, justa e equitativa. Os temas abordados serão
utilizados para revisão e consolidação do processo de estruturação das Correntes de
Aprendizagem construídas no semestre anterior.
⇒ Ementa: A Cultura Oceânica e a ciência sobre o Oceano para a transformação social e
o engajamento em
projetos de investigação. Valorização, integração dos
conhecimentos tradicionais na educação. Abordagem inclusiva e acessível, garantindo
oportunidades iguais de aprendizado e participação. Desafios para uma educação
equitativa. Estratégias e práticas para a redução das desigualdades. Ciência,
Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM) para uma abordagem
interdisciplinar sobre a Cultura Oceânica na Educação Básica, resolução de problemas
e colaboração. Participação ativa no processo de aprendizagem, para autonomia,
responsabilidade e engajamento. Construção coletiva do conhecimento envolvendo
estudantes, professores e comunidade em ações colaborativas. Análise e avaliação de
informações e tomada de decisões fundamentadas. Vivência das etapas de uma
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
Página 33
investigação científica na Educação Básica. Produção de materiais para comunicação e
popularização da Cultura Oceânica.
Bibliografia básica:
CARVALHO, A.M P. O ensino de Ciências e a proposição de sequências de ensino
investigativas. 2013. In: CARVALHO, A.M.P. (Org.). Ensino de ciências por investigação:
Condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning. Disponível em
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IDG | Museu do Amanhã. Meninas na escola, mulheres na ciência: Ferramentas para
professores da Educação Básica. v. 1. Rio de Janeiro: 72, 2020. Disponível em:
https://museudoamanha.org.br/sites/default/files/DIGITAL_MDA_SHELL.pdf. Acesso em 15
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MORIN, E.. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, v. 99, 2000. Disponível em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4415469/mod_resource/content/1/Base%20A%20ca
be%C3%A7a%20bem%20feita_Morin.pdf. Acesso em 16 dez. 2024.
MORIN, E.. Os sete saberes necessários à educação do futuro / Edgar Morin ; tradução de
Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya; revisão técnica de Edgard de Assis, 2000.
Disponível em:
https://cepedgarmorin.com/wp-content/uploads/2022/04/Sete_Saberes_EdgarMorin.pdf.
Acesso em 16 dez. 2024.
Disciplina – Trabalho de Conclusão de Curso – TCC 2
⇒ Descrição geral: Nessa disciplina, as Correntes de Aprendizagem serão aplicadas,
avaliadas, modificadas conforme necessário e sua versão final apresentada. Ao final
do curso, o material gerado será organizado na forma de um produto educacional que
será compartilhado em acesso livre, visando contribuir para a disseminação de práticas
pedagógicas
transformadoras
e
o
fortalecimento
da
Cultura
Oceânica e
Sustentabilidade na Educação Básica.
⇒ Ementa: Aplicação, avaliação e apresentação das Correntes de Aprendizagem. Revisão
e consolidação da versão final das Correntes de Aprendizagem. Organização do
produto educacional: orientações para a organização, estruturação e formatação do
material produzido na disciplina, visando o compartilhamento em livre acesso.
Bibliografia básica:
GHILARDI-LOPES, et al. Oceano como tema interdisciplinar na educação básica brasileira.
Ambiente
&
Sociedade,
São
Paulo,
v. 26, p. 1-23, 2023. DOI:
http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422asoc20210134vu2023L2AO
IOC. A Ciência que precisamos para o oceano que queremos: Década das Nações Unidas da
Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), 2019. Disponível em:
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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7.3. Trabalho de Conclusão do Curso - TCC
O Trabalho de Conclusão do Curso está organizado em três disciplinas: Ferramentas
Investigativas, TCC 1 e TCC 2, as quais já foram individualmente abordadas no contexto
desse Projeto Pedagógico. Como esta é uma etapa essencial da formação, na qual os cursistas,
a partir dos conhecimentos construídos no conjunto de disciplinas que integram a estrutura
curricular do curso, elaborarão as Correntes de Aprendizagem que vão contribuir para a
incorporação da Cultura Oceânica e da Sustentabilidade em suas práticas docentes, é
importante ressaltar algumas questões particulares deste processo.
Para a disciplina de Ferramentas Investigativas, que faz parte do Semestre 1, é
fundamental que o professor incentive os participantes a pensarem nas Correntes de
Aprendizagem que serão construídas, refletindo sobre as possíveis temáticas, perguntas
norteadoras e objetivos, além de utilizar a Rota de Navegação (diário de bordo) para auxiliar
nas reflexões sobre a prática docente dentro da temática do curso.
Na disciplina TCC 1, os participantes trabalharão junto aos seus orientadores e o
professor responsável pela disciplina na construção da sua Corrente de Aprendizagem. Esses
orientadores serão definidos nesta etapa, de modo que participem de todo o processo de
formação dos respectivos orientandos. Essa interação visa proporcionar aos participantes uma
compreensão sólida de que a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso é, em si, um
processo que requer dedicação ao longo de todo o curso. É essencial que os orientadores
introduzam conceitos-chave relacionados à estruturação da Corrente de Aprendizagem,
integrando-os de forma sinérgica com recursos didático-tecnológicos e atividades
teórico-práticas. Essas atividades estão relacionadas aos subtemas de cada semestre,
permitindo que os participantes compreendam que a Corrente de Aprendizagem (TCC) está
intrinsecamente ligada à sua prática pedagógica em relação à Cultura Oceânica e à
Sustentabilidade.
No semestre 2, a disciplina de TCC 01 deve ser ofertada simultaneamente com as
disciplinas desse semestre. Nesse contexto, sugerimos uma colaboração estreita entre os
professores dessas disciplinas e os orientadores. Essa colaboração possibilitará a troca de
informações entre as disciplinas, permitindo que os participantes compreendam a conexão
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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direta entre os fundamentos teórico-metodológicos da disciplina TCC 1 e o conteúdo
científico abordado ao longo dessas disciplinas, relacionando-os à realidade local/regional.
Para a bem-sucedida oferta da disciplina TCC 1, é recomendável que os professores
orientadores sejam designados no início do semestre 2, facilitando o debate e o
acompanhamento contínuo dos cursistas desde o começo do projeto de elaboração da
Corrente de Aprendizagem até a sua implementação em sala de aula.
No semestre 3, a disciplina de Práticas Pedagógicas Transformadoras abordará temas
relevantes que foram trabalhados nas Correntes de Aprendizagem construídas na disciplina
TCC 1, discutindo as abordagens utilizadas pelos participantes e promovendo a atualização,
revisão e consolidação do processo de estruturação das mesmas. Na disciplina TCC 2, os
participantes irão aplicar as Correntes de Aprendizagem, avaliá-las, modificá-las conforme
necessário e apresentá-las como parte do Trabalho de Conclusão de Curso. Adicionalmente,
as Correntes de Aprendizagem construídas irão compor um produto educacional virtual de
livre acesso, contribuindo para a difusão do conhecimento sobre as práticas pedagógicas
transformadoras e para o fortalecimento da Cultura Oceânica na Educação Básica.
As Correntes de Aprendizagem propostas pelos cursistas, integrando os princípios da
Cultura Oceânica e da Sustentabilidade, devem envolver estudantes de ensino fundamental ou
médio de diferentes faixas etárias. Na elaboração dessa estratégia educacional, os
participantes irão aprimorar a aprendizagem, definindo passos e etapas relacionadas com a
Cultura Oceânica e à Sustentabilidade, fornecendo conhecimentos teóricos e práticos que
possibilitem a incorporação desse tema de forma integrada nas práticas educacionais em sala
de aula e/ou espaços não formais e na comunidade escolar.
As disciplinas de TCC se alinham com a estrutura do curso e com os objetivos da
formação de professores em Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica,
garantindo que os participantes adquiram as habilidades e conhecimentos necessários para
elaborar Correntes de Aprendizagem sólidas e abrangentes relacionadas às temáticas
aprendidas no curso.
7.4. Avaliação da Aprendizagem
No decorrer do curso, os participantes poderão vivenciar diversas etapas fundamentais
para o desenvolvimento acadêmico, incluindo a realização de atividades presenciais, as quais
avaliarão o conhecimento teórico e prático construído ao longo do processo formativo. Todas
as disciplinas contemplarão avaliações quantitativas e qualitativas em diversos formatos, com
a atribuição de nota de 0 (zero) a 10 (dez). A avaliação qualitativa contemplará a participação
e o envolvimento do cursista ao longo de cada atividade, para o que também será atribuída
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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uma nota de zero (0,0) a dez (10). A nota final de cada disciplina será obtida a partir da média
aritmética das notas das avaliações quantitativa e qualitativa, alcançando a aprovado o
cursista que obtiver nota igual ou superior a sete (7,0).
Ao final do curso, como evento de conclusão, cada participante apresentará por escrito
e defenderá individualmente seu Trabalho de Conclusão de Curso, construído no contexto das
disciplinas Ferramentas Investigativas, TCC 1 e TCC 2. A conclusão da especialização será
formalizada em ato público, no qual o candidato fará a exposição e defesa do Trabalho de
Conclusão junto a uma banca examinadora composta por pelo menos três integrantes, sendo
um o/a orientador/a.
Ao Trabalho de Conclusão de Curso será atribuída uma nota final em uma escala de
zero (0,0) a dez (10) por cada um dos componentes da banca examinadora, sendo aprovado o
cursista que obtiver nota igual ou superior a sete (7,0) na média aritmética das avaliações dos
examinadores, que registrarão todos os atos da defesa em ata circunstanciada específica.
Ao longo de todo o curso serão promovidas autoavaliações, não apenas dos
participantes em relação a sua dedicação ao curso, mas também dos tutores, professores e
coordenadores.
8. INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE E REGIONALIDADE
A Cultura Oceânica é, por princípio, multi e interdisciplinar e transversal, pois reúne
não somente as diferentes áreas do conhecimento, tais como física, química, biologia,
ecologia, matemática, meteorologia, geologia, ciências sociais, biotecnologia, economia,
história, geografia, comunicação, entre outras, mas também integra experiências afetivas no
relacionamento ao Oceano e de que forma ele nos afeta, dimensão que se soma ao
conhecimento científico e tecnológico.
O fenômeno das mudanças climáticas, a relação do Oceano com o ciclo do carbono e
o ciclo hidrológico, as relações entre matéria e energia, a evolução de sistemas biológicos,
físicos, químicos e geológicos, as novas tecnologias, sensores e ferramentas potencializam a
nossa capacidade de explorar o Oceano, e a forte presença humana na zona costeira, são
alguns exemplos que a Cultura Oceânica integra (Ghilardi-Lopes et al., 2023).
Trabalhar a Cultura Oceânica na Educação Básica é um processo inclusivo,
participativo e global, que respeita as realidades locais para a construção de um futuro
sustentável, compreendendo o mesmo princípio preconizado pela Década da Ciência
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Oceânica4. Nesse processo, a Cultura Oceânica pode ser adaptada a diversos contextos
geográficos e culturais, abrindo caminho para comunidades tradicionais, quilombolas e
indígenas, apoiando práticas de preservação do conhecimento e patrimônio cultural e
ancestral (COI-UNESCO, 2022).
9. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
O desenvolvimento da Cultura Oceânica e Sustentabilidade como curso formador de
especialistas na Educação Básica permite uma ampla gama de atividades extracurriculares nos
mais diversos espaços de aprendizagem. Assim, a equipe de formadores adotará como política
estimular a participação dos cursistas em eventos nacionais e/ou internacionais, reuniões para
troca de experiências interinstitucionais e o acompanhamento de ações promovidas por órgãos
e instituições públicas, privadas e do 3° Setor, como MCTI, ICMBio, MMA, SECIRM,
Marinha do Brasil, entre outras. As especificidades regionais devem ser consideradas na
construção de atividades complementares, estimulando a relação entre teoria e prática.
10. TECNOLOGIA EMPREGADA
A plataforma a ser utilizada no curso será o MOODLE, amplamente disponível e
comum a todas as instituições para a hospedagem de seus Ambientes Virtuais de
Aprendizagem (AVA). No entanto, considerando as características específicas de cada
instituição e disciplina, poderão ser utilizadas outras plataformas, como Google Sala de Aula,
Zoom, Youtube, entre outras.
No primeiro semestre de funcionamento do curso, além de participarem da disciplina
de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), os cursistas poderão ter acesso ao sistema de
acolhimento da CAPES para nivelamento em EAD, que é de livre acesso, com o objetivo de
proporcionar o conhecimento das Tecnologias de Informação e da Comunicação (TICs).
O material básico das disciplinas do curso será elaborado por grupo de especialistas e
será disponibilizado através do Ambiente Virtual de Aprendizagem das instituições,
permitindo o acesso por parte dos participantes, tutores e professores formadores. O mesmo
ocorrerá com os materiais complementares. Adicionalmente, os materiais básicos poderão ser
produzidos e/ou organizados para distribuição nos polos UAB em que o curso for oferecido.
Além das referências básicas apresentadas para cada disciplina, será incentivado o uso
de material de apoio já publicado, inclusive para evidenciar as peculiaridades regionais.
https://decada.ciencianomar.mctic.gov.br/sobre-a-decada/#:~:text=A%20D%C3%A9cada%20do%20Oceano%2
0surge,seguran%C3%A7a%20e%20sustentabilidade%20do%20Oceano
4
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11. INFRAESTRUTURA FÍSICA
É recomendado que cada instituição vincule o curso a uma de suas unidades
acadêmicas, a qual disponibilizará a infraestrutura física necessária para o seu funcionamento
na sede. A oferta nos polos UAB contará com a infraestrutura física já presente nestes locais,
que, em geral, são mantidos por instituições parceiras.
12. CRITÉRIO DE SELEÇÃO
O processo seletivo ocorrerá através de análise de Currículo Lattes e de Carta de
Intenção, que deverá abordar a importância do curso para a atuação profissional dos/as
candidatos/as. Serão considerados aprovados/as os/as candidatos/as que alcançarem a nota
mínima de 7,0 (sete) numa escala de 0,0 (zero) a 10 (dez), sendo classificados em ordem
decrescente a partir da maior nota, e garantindo-se a matrícula no curso até o limite de vagas
disponíveis. Havendo empate, será considerado o critério de maior idade, sendo classificado/a
o/a candidato/a de maior idade cronológica. Os/as aprovados/as e não matriculados/as
constituirão a lista de suplentes, que poderão ser chamados/as a se matricular em caso de
desistência de candidatos/as de maior nota.
13. CONTROLE DE FREQUÊNCIA
Para ser considerado aprovado em cada disciplina, além da nota atribuída na
avaliação, o cursista deverá frequentar no mínimo 75% dos encontros presenciais, bem como
alcançar no mínimo 75% de frequência nas atividades realizadas à distância, seja no
MOODLE ou em outra plataforma utilizada. O controle de frequência será efetuado pelos
tutores e/ou professores formadores quando o encontro for presencial e nas atividades
síncronas. Nas atividades assíncronas, a frequência será computada de acordo com o relatório
de acessos gerados automaticamente pelo sistema MOODLE.
14. CERTIFICAÇÃO
A atribuição do certificado de conclusão curso lato sensu em Cultura Oceânica e
Sustentabilidade na Educação Básica será de responsabilidade da instituição onde o cursista
está matriculado, sendo esta responsável pela guarda dos respectivos documentos, conforme
estabelecido pela Resolução nº 01/2018-CNE/CSE.
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15. INDICADORES DE DESEMPENHO
Para fins de acompanhamento, avaliação e aperfeiçoamento do curso, serão
considerados os seguintes indicadores:
Número de especialistas formados por processo seletivo (a expectativa é formar
entre 135 e 150 especialistas por instituição participante da rede, num total entre
945 e 1050 cursistas);
Percentual médio de evasão de no máximo 10%;
Número de Trabalhos de Conclusão de Curso disponibilizado para livre acesso
correspondendo a no mínimo 90% da quantidade concluída;
Número de artigos publicados em periódicos especializados, com autoria de
docentes e egressos e em até dois anos após o encerramento do curso, equivalente
ao número de Trabalhos de Conclusão de Curso defendidos;
Participação em eventos de Cultura Oceânica, nacionais e/ou internacionais, em
número equivalente a 50% dos cursistas;
Elaboração de relatório semestral de acompanhamento do curso pelas
coordenações de cada instituição.
16 - METODOLOGIA
A metodologia do curso foi desenvolvida para proporcionar uma experiência
educacional significativa, integrando o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) com
encontros presenciais nos polos UAB. Esta abordagem híbrida e colaborativa visa promover a
formação integral dos professores, capacitando-os a integrar os temas de Cultura Oceânica e
Sustentabilidade em suas práticas pedagógicas e a atuar de forma crítica e reflexiva frente aos
desafios contemporâneos da educação e da sustentabilidade.
16.1. Aulas Online no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Conteúdo Interativo: materiais didáticos multimídia, vídeos, quizzes e fóruns de
discussão para promover a interatividade e a participação ativa dos alunos.
Tutoria Online: suporte contínuo dos tutores para esclarecimento de dúvidas,
orientação acadêmica e feedback personalizado.
Atividades Colaborativas: projetos em grupo, debates online e atividades
colaborativas que incentivam a troca de experiências e a construção coletiva do
conhecimento.
Recursos Multidisciplinares: integração de recursos de diversas disciplinas para
proporcionar uma compreensão integrada da Cultura Oceânica e Sustentabilidade.
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16.2. Encontros Presenciais nos Polos UAB
Seminários e Workshops: Realização de seminários temáticos, workshops práticos
e palestras com especialistas para aprofundamento dos conteúdos e discussões
presenciais.
Orientação Acadêmica: Sessões individuais ou em grupos pequenos para
orientação acadêmica, esclarecimento de dúvidas e acompanhamento do progresso
dos cursistas.
Atividades Práticas: Atividades de campo, experimentos e práticas pedagógicas
para aplicação dos conhecimentos teóricos em situações reais de ensino.
17. CORPO DOCENTE
O corpo docente será selecionado por meio de Edital específico, conforme critérios de
cada instituição e da rede, utilizando o perfil e tabela de pontuação destacados no apêndice A.
18. COORDENADOR DO CURSO
Os coordenadores de curso serão definidos por meio de Edital específico, conforme
critérios de cada instituição e da rede.
19. ORGANIZADORES DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
⇒ UNIFESP:
Tatiana Martelli Mazzo - tatiana.mazzo@unifesp.br
Barbara Lage Ignacio - barbara.lage@unifesp.br
Denise Ayres - denise.ayres@unifesp.br
⇒ FURG
Dione Kitzmann - docdione@furg.br
Luiz Carlos Krug - krug@furg.br
Narjara Mendes Garcia - coordenacao.uab@furg.br
Marisa Musa Hamid - marisamusa44@gmail.com
⇒ UFAL
Luana Marina de Castro Mendonça - luana.mendonca@icbs.ufal.br
Lílian Kelly de Almeida Figueiredo Voss (Coordenação geral UAB/UFAL) coordenacao@cied.ufal.br
Karla Paresque - karla.paresque@icbs.ufal.br
⇒ UFPA:
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Jussara Moretto Martinelli Lemos - jussara@ufpa.br
Luciana Pereira Xavier - lpxavier@ufpa.br
José Miguel Veloso - veloso@ufpa.br
⇒ UFPE
Jesser Fidelis de Souza Filho - jesser.fidelis@ufpe.br
Antonio Vicente Ferreira Junior - antonio.vicente@ufpe.br
Francisco Kennedy - francisco.kennedy@ufpe.br
⇒ UECE:
Paulo Roberto Silva Pessoa - paulo.pessoa@uece.br
Eloísa Maia Vidal - eloisamvidal@yahoo.com.br
⇒ UFSC
Pedro de Souza Pereira - pedro.s.pereira@ufsc.br
Alessandra Larissa D’Oliveira Fonseca - alessandra.larissa@ufsc.br
Jaqueline Zarbato - jaqueline.zarbato@ufsc.br
20. INTEGRAÇÃO DA REDE
A rede formada pelos coordenadores, professores, tutores e cursistas será integrada
através das seguintes atividades:
● Reuniões periódicas entre os coordenadores para (re)pensar, propor modificações,
avaliar o andamento do curso em cada uma das instituições e da rede;
● Reuniões no início de semestre entre coordenadores e professores formadores para
planejamento do período letivo;
● Atividades nacionais de integração de disciplinas para troca de experiências entre
professores e coordenadores de diferentes locais; e
● Eventos nacionais de abertura e encerramento do curso, incluindo, entre outras
atividades, aula inaugural e apresentação final dos trabalhos para troca de experiência
entre os cursistas das diferentes instituições que compõe a rede.
21. REFERÊNCIAS
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APÊNDICE A
Perfil dos docentes a serem selecionados para atuar no curso de Pós-graduação lato
sensu Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica
Função
Titulação exigida
Professor
Graduação em qualquer área do conhecimento. Mestrado ou
Doutorado em qualquer área do conhecimento e docência mínima
comprovada de um ano no Ensino Superior.*
*A titulação exigida (mestrado ou doutorado) poderá ser modificada para atender as especificações locais.
Tabela de pontuação para seleção de professor do curso de Pós-graduação lato sensu
Cultura Oceânica e Sustentabilidade na Educação Básica.
I. FORMAÇÃO ACADÊMICA
PONTUAÇÃO
Especialização
Mestrado
(máximo 20 pontos - não
cumulativo, sendo considerada
apenas a maior titulação)
Doutorado
Pós-doutorado
Na área do curso
5
Áreas afins
3
Na área do curso
10
Áreas afins
5
Na área do curso
15
Áreas afins
10
Na área do curso
20
Áreas afins
15
Pontuação Total Formação Acadêmica
20
II. ATUAÇÃO PROFISSIONAL
(máximo 30
pontos)
ENSINO
SUPERIOR
ENSINO
SUPERIOR EaD
EDUCAÇÃO
BÁSICA
ENSINO DE
PÓSGRADUAÇÃO
Docência*
3 pontos por semestre
Máximo 10
semestres
Docência
3 pontos por semestre
Máximo 10
semestres
Docência
3 pontos por semestre
Latu sensu
Especialização
Strictu sensu
Mestrado
Strictu sensu
Doutorado
Pontuação Total Atuação Profissional
2 pontos por
semestre
3 pontos por
semestre
5 pontos por
semestre
Máximo 10
semestres
Máximo 10
semestres
Máximo 10
semestres
Máximo 10
semestres
30
* Será considerada docência no ensino superior o estágio docente realizado durante o Mestrado e/ou doutorado,
desde que devidamente comprovado
III. PRODUÇÃO INTELECTUAL
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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Artigos
Trabalhos
Completos
PUBLICAÇÕES
Livro ou
capítulo de livro
(máximo 20
pontos)
Resumos
Na área do
curso
10 por artigo Máximo 20 pontos
Outras áreas
5 por artigo
Na área do
curso
5 por trabalho Máximo 15 pontos
Outras áreas
2 por trabalho Máximo 10 pontos
Na área do
curso
5 por trabalho Máximo 15 pontos
Outras áreas
2 por trabalho Máximo 10 pontos
Evento
Internacional
2 por resumo Máximo 10 pontos
Máximo 15 pontos
Evento Nacional 1 por resumo Máximo 10 pontos
APRESENTAÇ
ÃO DE
TRABALHOS
Trabalhos
Completos
Evento
Internacional
5 por trabalho Máximo 10 pontos
Evento Nacional 5 por trabalho Máximo 10 pontos
Evento
Internacional
Resumos
2 por resumo Máximo 10 pontos
Evento Nacional 1 por resumo Máximo 10 pontos
Pontuação Total Produção Intelectual
20
IV. ATIVIDADES DE EXTENSÃO
Internacional
5 por evento
Máximo 15 pontos
Nacional
5 por evento
Máximo 15 pontos
Regional/Local
5 por evento
Máximo 15 pontos
Coordenação de
eventos (por
evento)
(máximo 30
pontos)
Coordenação de
ATIVIDADES
projetos de
DE
longa duração
EXTENSÃO
Participação em
NA ÁREA DO
projeto de longa
CURSO
duração (como
membro da
equipe)
Participação na
organização de
eventos e/ou
projetos
5 pontos por semestre
Máximo 15 pontos
3 pontos por semestre
Máximo 15 pontos
2 por ação
Máximo 10 pontos
Pontuação Total Atividade de Extensão
30
Pontuação Total Geral
100
Projeto Pedagógico de Curso - PPC
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